Congelados do Amor

16 de junho de 2016 § 28 Comentários

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Nada como o exercício contínuo, a prática diária, para aprimorar técnicas e aumentar o conhecimento.

Há muitos anos venho dividindo a minha cozinha com arte, cultura, literatura, conteúdo audiovisual, economia solidária e doméstica – e portanto, alguma política – numa ciranda de montagens de cozinha ambulante e residências. Tudo muito intenso, rico, e muito cansativo também.

Essa minha incurável inquietude, às vezes, limita o meu tempo na cozinha, já que há projetos a serem criados, gestados, realizados, finalizados.

Quando 2015 virou 2016 me deu uma vontade louca de sossegar um pouco na cozinha e fazer comida caseira e cotidiana para as pessoas; a comidinha de segunda a sexta, sabe? Do jeitinho que faziam as marmiteiras da minha memória infantil, digo, mais ou menos, com um pequeno toque glam e uma embalagem mais moderninha, afinal.

E como todos os meus projetos movidos muito mais pela paixão e intuição do que planos de ação, publiquei o meu primeiro cardápio na fanpage há exatas 24 semanas atrás, e não parei mais. E o diabo agora, é que mesmo a lôka dos mil projetos, não posso deixar de dar de comer para o meu povo, uma vez que acabei criando um vínculo, um laço forte com amigos clientes que entregaram em minhas mãos a sua alimentação desde aquela primeira semana.

Falo de vínculo e laço forte porque entrego eu mesma essa comida, em suas mãos, aqui em casa, orientando-lhes sobre um pouco de água quente na finalização do risoto; sobre uma possível necessidade de acertar o sal, uma vez que em respeito ao fumeiro, evitei colocar; reforçando com a minha querida cliente de tantos anos, privada temporariamente de lactose, que as especialmente adaptadas dela estão marcadas com a etiqueta azul para diferenciar das de seu marido… e assim vamos estreitando laços através da comida, nos abraçando e olhando nos olhos, na contramão das relações estéreis e quase sempre virtuais.

Cozinho na intenção da adorável cliente que tira onda na repartição com sua “marmita de grife” como define a minha comida, e rio muito; na intenção do casal que se encontra à noite em casa, depois de seus dias exaustivos de trabalho em torno daquela comida revigorante; na intenção de mãe e filho que buscam “se alimentar melhor”; na intenção de que fique muito bom para compensar a viagem daquela que atravessou a cidade para garantir a sua comida da semana; e na intenção de cada história que já conheço tão bem.

Mas o que eu queria falar mesmo é sobre como tenho me tornado uma cozinheira melhor com a prática constante dos meus congelados do amor, especialmente no que diz respeito às propriedades e conservação dos alimentos, mas também cálculos mais precisos, economia doméstica, pesos brutos e líquidos, tempos de cocção, apuração de olfato, escolhas de alimentos, descobertas de novos fornecedores e consequentemente novos produtos e consequentemente novos sabores e possibilidades, e esta ciranda não acaba nunca. Enquanto o post sim.

Uma informação importante: por muitas vezes deixo de postar por não ter tempo para editar fotos e imprimir-lhes a minha marca d’água. Hoje decidi, que prefiro postar o meu conteúdo, ainda que as fotos não façam jus à qualidade profissional imposta aos blogs na atualidade, do que deixar de postar. E sobre os créditos das fotos, nunca dei muita importância. Que sejam loucamente roubadas!

Luv, pipow, luv!

 

 

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