Chilli ligeiro de carne com feijão jalo + Pico de Gallo

17 de junho de 2014 § 8 Comentários

chilli_pico de galo

“Eu quero é prova é um real de big big”* de que o povo brasileiro é hospitaleiro hoje que o Brasil vai jogar contra o México. Vamo’ fazer um chilli, minha gente! Mas é ligeiro, que a gente também não é obrigado.

Tô ficando véia e cada vez mais purista (normal) no que diz respeito à utilização de produtos industrializados, especialmente temperinhos, mas quando o assunto é chilli, eu me rendo. Me rendo porque aqueles envelopinhos de mix de temperos (seasoning mix) mexicanos super atende na hora de fazer um chilli ligeiro. É só procurar no mercado/delicatessen/empório mais perto de você, que ele custa coisa de 6 pilas cada. A quantidade vai depender do tanto de chilli que você vai fazer, e o envelope especifica direitinho.

Eu faço assim: para esse prato não abro mão de um feijão incrível e não sei aí onde você mora, mas aqui em Salvador tenho encontrado o que se chama de feijões gourmet com facilidade; lindos, enormes, saborosos, selecionados, e extremamente caros, eles vem em embalagens de 500g e custam tipo R$6, o que significa R$12 o quilo. O preço não justifica, mas você vai ultrapassar o limite para uma nova dimensão no quesito feijão. Os meus preferidos são o jalo e o cavalo, ambos vermelhos.

cavalo

Pois bem, o ideal é ter a mesma quantidade de carne e feijão no prato finalizado, para tanto, você vai usar menos da metade do peso do feijão bruto, considerando que ele quase triplica em volume, e uns 30 a 40% a mais do peso bruto da carne, considerando que ela reduz de volume depois do cozimento. Na prática, use 250g de feijão para 400g de carne moída de sua preferência.

Leve o feijão para cozinhar com um pouco de sal e folhas de louro, com o cuidado de preservar os seus grãos al dente, e reserve.

A carne, você pode fazer assim: unte uma panela com azeite de oliva, deite a carne sem tempero algum e deixe cozinhar em sua própria água, mexendo com o garfo para ir soltando. Quando reduzir a água, some o mix de temperos, uma colher de manteiga (é, manteiga) e deixe cair um bocadinho de tequila ou cachaça, se tiver, que é para embebedar a coisa, subir aquele cheirinho enquanto o álcool evapora. Depois um pouco de molho de tomate delicioso (não esqueça de um toque de açúcar para tirar a acidez) para encorpar a mistura. Baixe o fogo e some o feijão ainda sem o caldo, que entra depois de tudo misturado, só um pouquinho, para ficar do seu jeito (com mais ou menos molho, a depender de como vai comer/do que vai servir como acompanhamento – este último deixei bem úmido, mas sem muito caldo, por conta da salada). Hora de apimentar com pimenta jalapeño, que você compra pronta em formato molho na mesma sessão onde comprou o mix de temperinhos mexicanos (as da Bombay e Tabasco são bem boas). Vá com calma e acerte sua pimenta e o sal, este último, se necessário. Finalize com salsinha fresca picada, e foi.

Mexicano gosta de comer chilli com queijo cheddar, nachos e pico de gallo, que é uma espécie de vinagrete. Como dificilmente encontro um cheddar que valha a pena na minha cidade, e como o cheddar é um queijo mega calórico, eu passo, e sirvo meu chilli ligeiro com pico de gallo e nachos (sim, pode ser Doritos, que essa receita é pagã e ligeira mesmo – o jogo vai começar, minha gente!).

Gosto de preparar meu pico de gallo com tomates, cebola roxa, pimentões coloridos, salsinha picada e pimenta dedo-de-moça, se não encontrar jalapeño; tudo à brunoise (cubinhos mínimos), e tempero na hora com cristais de sal, gotas de limão e azeite de oliva extravirgem. Libero o vinagre, em detrimento do limão e da acidez da cebola.

Para montar, acho meigo providenciar uma caminha de folhas higienizadas e centrifugadas, para fazer o arremate final, como na foto que ilustra esse post. Sim, pode ter mais nachos, foi para ficar elegante na foto, ô…

Tem negócio de palpite, né? Então tá: Brasil 2 X 1 México, que o Brasil sempre precisa tomar um gol para baixar a bola, e para não ficar tão fácil assim, que a gente não pode, sobe logo pra cabeça. O que eu aposto? Um chilli ligeiro, uai.

* Expressão bastante usada aqui na Bahia, que significa “eu quero que você me prove”. Big big é um chiclete que como outras balas, muitas vezes substitui o troco.

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