Farofa d’água

20 de janeiro de 2014 § 10 Comentários

farofa d'água

Pode não parecer assim tão estimulante pelo nome, mas quem já experimentou uma deliciosa farofa d’água, dificilmente esqueceu.

Gosto de comer farofa d’água com carne de sol ou fumeiro, aceboladas em manteiga de garrafa.

Há duas formas de preparar, uma mais básica, apenas com farinha, água e cheiro verde; e a maragojipana, que incorpora à farofa uma saladinha de tomate, pimentão, cebola roxa e cheiro verde picadinhos miúdos à maneira de um vinagrete. Ambas são incríveis, desde que seja utilizada A MELHOR FARINHA DE MANDIOCA POSSÍVEL; aqui na Bahia lê-se “de Nazaré das Farinhas”. Algumas alunas aqui da escolinha sempre perguntam como identificar uma boa farinha e as minhas dicas, algumas objetivas e outras nem tanto são:

1- Não se compra farinha de mandioca boa em supermercado, mas em feiras, ambulantes e mercados populares. Se perguntar de onde é e ouvir as palavrinhas mágicas “Nazaré das Farinhas”, as chances são altíssimas.
2- Farinha boa é cara. R$8 o quilo.
3- Quando dá para experimentar, ótimo; quando não, só em esfregar a farinha com a ponta do dedo mesmo através do saco plástico, dá para saber se ela está torradinha, é fácil.
4- Evite as amarelas, pois podem levar algum tipo de corante desnecessário.
5- Preciso dizer o que acho das farofas prontas industrializadas?

De posse da farinha de mandioca perfeita, você não precisa sequer de fogo, porque ela consiste em ir umedecendo a sua farinha excelente com um pouquinho de água que cai pingando suavemente e aos poucos sobre a farinha, à medida que você vai manipulando-a com as pontas dos dedos e formando pequenos gominhos, bolinhas. Quando a farinha estiver ligeiramente úmida, macia, homogênea e toda cheia de bolinhas, nunca sem encharcar, a farofa estará quase pronta. Se você apenas somar sal e cheiro verde picado, ela já estará deliciosa; se quiser incrementar mais, vá de maragojipana e some a saladinha que mencionei.

leila

Acima você vê a versão maragojipana e enformada do restaurante Dona Mariquita, da minha amiga Leila Carreiro, que acompanha carne de fumeiro, e eu AMO. Perceba que nela vai bastante saladinha, o que rouba a cena da farinha, que é a grande vedete, mas ao mesmo tempo formam um casamento fresco, macio, aromático, delicioso. Já na minha, acima, dá para perceber que eu pego bem mais leve na salada, pois sempre pretendo um meio-termo entre a básica de farinha excelente com cheiro verde, e a maragojipana extrovertida da amiga. É que como os ingredientes da salada soltam água, fico com receio da farofa ir ficando mais úmida do que preciso e prefiro.

Mas é aquela coisa, a farofa d’água é sua e você faz como quiser. E depois, vai depender do que ela vai acompanhar. Se for uma coisa mais seca como a carne de fumeiro, pode ficar mais úmida com mais saladinha; se for acompanhar uma carne com bastante molho, não convém, até pela força do molho, que haja tanta salada assim, aliás, a versão básica é perfeita para estes casos.

Experimente com galinhada e carne de panela. Depois me diz!

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