Eu e o Bourdain

9 de janeiro de 2014 § 144 Comentários

bourdain

Quando a produção do Anthony Bourdain me chamou para uma participação em seu programa, que está sendo gravado aqui em Salvador até sábado, achei bacana, afinal o cara é top e haveria de ser interessante conhecê-lo e trocar idéias com ele, embora não seja fã e não acompanhe os seus programas. Mas estava preparada para qualquer coisa: um cara boçal, um esquema antipático de produção, um aluguel de tempo de gravação para além do bom senso, e coisas que tais. Ainda bem.

A proposta do programa é mostrar comida local por locais, e eu estava lá como civil que manja a cidade e conhece os picos de comida de rua. A mim me coube apresentá-lo à mais típica street food baiana. Adivinha? O acarajé. Eu jamais levaria um amigo para comer aquele acarajé naquele lugar bafônico, mas a produção já havia definido os locais e roteiros, na minha opinião equivocados na escolha dos dias e horários, aliás, penso que eles passaram bem longe pelo que há de melhor aqui, mas enfim, eu não estava ali para isso.

Nunca tive poster nas paredes do quarto e nunca fui deslumbrada por personalidades, e por mais que possa admirar os meus artistas preferidos, consigo enxergá-los como homens e mulheres comuns, o que é bom na hora de lidar com estrelas desta grandeza, assegurando um comportamento adequado e tranquilo de apenas uma mão estendida para um “Nice to meet you”, e nenhuma chance de um ” Can I take a pic with you?”.

Marcamos às 18h30 no Largo da Dinha. Cheguei pontualmente e encontrei algumas pessoas da equipe espalhadas: câmeras captando imagens do por-do-sol, produtoras locais numa mesa, e alguns minutos depois, a equipe americana. Todos pareciam exaustos, e mais tarde entendi naquelas expressões alguma frustração também. Fui apresentada ao diretor e ao produtor, que se esforçaram para parecer simpáticos em sua exaustão, mas não o conseguiram. Sentamos um pouco para discutir a “pauta” e percebi que tudo estava muito solto, e que eles esperavam encontrar mais do que acarajé, abará, queijo coalho com melaço e beiju, no Largo da Dinha (é isso mesmo, produção?), mas era tudo o que tínhamos para aquele hoje. Me vi sugerindo ainda os bolinhos com molhos de pimenta (mas eram escuros e não ficavam bem no vídeo), e também os escondidinhos e arrumadinhos, que pelo jeito também não os havia encantado (!). Daí me limitei a fazer o que estava no meu script, e que não incluía soluções de última hora. O Bourdain? N’algum lugar próximo, aguardando até o momento em que tudo estivesse providenciado para dar o ar de sua graça, if you know what I mean. Uma hora depois que eu havia chegado, a coisa ainda não tinha evoluído muito. Eu aguardava numa das mesas possíveis, com duas produtoras locais (queridas), enquanto o povo se batia de um lado pro outro com aquelas caras blasè. Foi quando eu informei à produção que o meu limite máximo para sair dali seria 21h30. Não sei se por resultado da minha pressão ou não, 30 minutos depois alguém passava o rádio para dizer que o Bourdain poderia chegar em 10 minutos. E chegou.

Chegou, cumprimentou apenas a sua equipe, que só lembrou de me apresentar alguns segundos depois, primeiro sinal de descaso com as pessoas que dispuseram do seu tempo a serviço do benefício alheio. Nos apresentaram, apertamo-nos as mãos e não trocamos nenhuma palavra sobre o conteúdo da prosa a ser gravada. O diretor pediu que fôssemos para a fila do acarajé, onde já guardava lugar uma produtora, e lá entramos. Não fosse a minha iniciativa de puxar conversa não haveria diálogo durante aqueles quinze minutos de fila, e eu realmente não estava entendendo NADA. Quebrei o gelo, pedi um acarajé e um abará, perguntei-lhe como queria o seu, ofereci-lhe guardanapos e molho de pimenta e seguimos para a mesa com cerveja que já estava nos esperando com câmeras posicionadas por todo o largo. Sentamos, conversamos um pouco sobre a origem do acarajé, perguntei-lhe se já havia comido algo parecido em suas andanças e coisas que tais. Ele devorou o acarajé num segundo, e eu sugeri que ele experimentasse o beiju (tapioca) da barraca em frente, que veio logo em seguida, e ele devorou em meio segundo. Tudo muito bem guarnecido de cerveja, cerveja, cerveja.

Finda essa rápida comilança sem direção alguma, o diretor e o produtor se aproximaram, dizendo que tinha ficado muito bom (?) me estendendo a mão e agradecendo, como quem diz “pode ir, querida”. Ótimo, porque a coisa estava muito chata e eu não via a hora de vazar dali e correr para o Póstudo tomar uma com a minha turma. Me levantei lépida e fagueira e estendi a mão para o Bourdain, que me cumprimentou sentado, como se fosse um babalorixá. Era como se ele cumprimentasse um prestador de serviço, como se aquilo fosse uma obrigação minha, ou quem sabe, uma grande sorte. E tive vergonha. Por ele, naturalmente.

Me convidaram para gravar no dia seguinte numa escuna onde haveria uma festa para 30 pessoas, com churrasco, samba e caipirinhas, rumo à Ilha dos Frades, mas declinei do convite para figuração de mulata groupie sem remuneração, o que não deve ter representado nenhum problema para eles, uma vez que centenas de mulheres dariam um braço por este papel. Pay attention, pipow!

Hoje de manhã, enquanto a tal escuna deveria estar saindo, e eu me preparava para defender o meu sustento, não pude evitar um pensamento que me tomou de assalto: a lembrança de colonizadores invadindo as nossas terras, apropriando-se de nossas riquezas, impondo-se como raça superior, fingindo respeito e consideração pelos índios, a mesma dada aos escravos africanos nos porões de seus navios. O ar arrogante daqueles senhores deveria ser semelhante aos que guardo em minha memória de ontem à noite.

§ 144 Respostas para Eu e o Bourdain

  • Janaina disse:

    Putz, fiquei de cara agora nem sei que dizer, sei que vejo que ele é bem secão com as pessoas, mas gosto do programa dele pqele mostra além dos pontos turísticos. fique decepcionada quando fui ler a máteira, pensei;” Katita e Bourdaim, nossa que incrivel, deve ter rolado altos papos, ridsadase….” já percebi que nada disso tinha rolado. que decepção. Perderam eles, vc é intensa, cheia de cultura e espirito incrivel. beijos vc só subiu no meu conceito.

    “Obrigada! Não estamos vendendo o Brasil!!”

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  • Thaisa disse:

    Fiquei esperando esse episódio por muito tempo, e ele só passou na TV aqui (nos EUA) uma vez, e eu perdi. Depois de muito esperar e nada, comprei o episódio na Amazon, apenas para te ver! Para minha péssima surpresa, aparentemente eles não curtiram a sua rejeição ao passeio de barco (kudos for you!) e cortaram sua participação no episódio. Na parte do acarajé, ele aparece sozinho o tempo inteiro (e não com vc na mesa, como nas fotos que vc postou). Achei muita arrogância deles. vi alguns outros episódio do Bourdain no Brasil e sempre achei que escolhiam mal os guias, que usavam apenas os baba-ovo, mesmo quando esses sabiam pouco (e ruim) inglês e NADA de cultura/culinária brasileira. Estava torcendo por sua participação porque sabia que vc daria um show de simpatia e de conhecimento da culinária, especialmente a tradicional da Bahia. Bourdain e o mundo perderam uma grande chance de conhecer um pouco mais do Brasil.

    Enquanto isso eu fico aqui me matando porque a pequena escola de culinária da Katita não chega a NY :).

    Fica o convite e as portas da minha casa estão abertas, caso algum dia vc venha bater perna por aqui!

    bjs

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    • Katita disse:

      Querida, querida, querida. Até hoje guardo seu gosto de chocolate. =)
      Meu bem, só lamento pela sua frustração, porque desde o contato inicial deles nunca tive expectativa alguma. E a coisa foi tão chata que eu jamais tive interesse em ver o programa, sério. E se não são comentários eventuais assim como o seu, nem me lembro do episódio, que sim, tinha tudo pra ser lindo.
      Vontade de jogar tudo pra cima e comer uma big apple com você.
      Anotei aqui isso de invadir sua casa, viu?
      =)
      Beijo enorme e muito carinhoso, de verdade, pra você.
      Obrigada!
      K.

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  • Marcia Luzia Almeida disse:

    Gosto do programa dele , mas me decepcionei agora. Com seu relato, tudo me pareceu muito mecânico, controlado e superficial até. Quem perdeu foi ele. Perdeu a chance de conhecer uma culinária riquíssima ao lado de uma pessoa tão ou mais conhecedora de culinária do que ele.
    Go home Antony.
    Beijos
    Marcia

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  • CAROL GUTIERREZ disse:

    Quem?! Só ouvi falar desse sujeito agora.
    Pudera, né? Aboli da minha vida esse veículo nocivo deformador de mentes chamados “televisão”. A “Internet” tem a mesma nocividade, com a diferença de que eu consigo filtrar muito bem o joio do trigo e só ler o trigo.
    Katita minha flor, minha guru, avalizo tudo que você disse, inclusive as alusões ao nosso triste período de colonização.
    O joio (Bourdain) fez o que era esperado dele.
    E você, que é o puro trigo, essa joia preciosa, continua cada vez mais esplêndida: cozinhando delícias e escrevendo maravilhas!
    Cada vez mais sucesso pra ti amada !!!!!!!
    Beijos nessas bochechinhas lindas.

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  • Drica Peixoto disse:

    Amo Salvador, já fiz o circuito de Acarajé seguindo todas as dicas do guia 4 rodas e sempre que visito Salvador volto para uma das barracas que me conquistou (cho que fica no bairro Rio Vermelho) e que me fugiu o nome agora (talvez seja até esse mesmo do local da gravação, pois lembro de ser bastante cheio e ter uma barraca de tapioca dos Deuses). Quando ao ilustre convidado, ele é dessa mesma forma em seu programa e antes de começar a ler o seu post eu imaginei que sua sensação ao conhecê-lo pessoalmente não fosse diferente do que ele passa na tela. Azar o dele, não é mesmo? Quem perdeu foi a produção …

    Já conhece o paraíso da carne de sol? Outro lugar que adoro bater ponto quando estou por aí 🙂

    Beijo grande
    Drica Peixoto
    http://correndonaviagem.blogspot.com

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    • Katita disse:

      Drica, é tanto lugar bom de comer carne do sol aqui, minha irmã, que ainda não cobri tudo não; este, por exemplo. Mas quando tu voltar aqui vai me prometer que vai no Gibão de Couro. E na Porteira do Dique!

      Promete?

      Beijo maior,
      K.

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  • Alexa disse:

    Acredito que primeiro: a maioria dos chefs famosos devem ser meio bestas. Parecem metidos, grosseiros, e se acham muita coisa, ao estilo Gordon Ramsay. Segundo, o programa só existe por causa dele. O sucesso muitas vezes sobe à cabeça do sujeito. Não acho que seja uma condição de colonizador, de americano, branco e de país desenvolvido, e nós de sub. Acho que é uma característica dele. Tanto Katita, que pelo seu relato me pareceu ser antipático até com a produção. Não leve pra esse lado de colonizador e colonizado. Pessoas arrogantes existem em todo lugar, inclusive aí na Bahia. Então não se sinta assim. O sujeito é assim pq ele é um besta deslumbrado e infelizmente isso é uma característica de muitos humanos desumanos por aí. Beijo! Vc é mais!

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  • Anita disse:

    aqui na terra da minha mae se diz:

    quando la merda la monta scaign o la spussa no la fa dan

    traduçao

    quando a merda se dà ares de superioridade o fede o causa prejuizo………

    assim a gente sabe com quem temos a ver……

    um grande abraço da Bergamo Italia

    Tchau Anita

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  • Paula disse:

    Chocada, morta e passada! Adoro assistir os programas dele, pq me parecia que, apos ter largado (?) as drogas pesadas, ele tinha se tornado o cara mais amigavel do mundo, pois vejo ele comendo com todo tipo de gente em todo tipo de lugar…. e super amigo de um dos meus favoritos chefs Eric Ripert. Nao esperava que ele fosse super acessivel como vc e , mas esperava que vc tivesse sido tratada como uma colega (profissionalmente) compartilhando suas sabedorias! Shame on him! Bom, eu certamente vou assistir pra te ver, e espero que falem super bem de vc! Te conto depois…. e fica tranquila que se um dia eu cruzar com o individuo eu dou uma na cara dele e falo: proxima vez, tu e tua equipe tratem nossa Katita com o maior respeito e carinho do mundo, ou leva outro….. rssrssrss

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  • Fiquei estarrecida! O programa dele mostra uma simplicidade que eu acreditava ser real. Não sou fã nem deslumbrada com celebridades, mas sinceramente esperava mais.
    Parabéns pelo seu texto, tão bem escrito.
    Beijos

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  • wellington disse:

    não quero defender o cara, nem produção do programa e nem ir contra vc. mas assim, o programa que todos ja viram(mesmo vc dizendo que não , ja deve ter visto) o cara é daquele jeito, ele vai no lugar pra experimentar as comida se tudo mais, não pra conhecer o povo, que faz isso é o papa. então assim, achei que vc quis ser o centro das atenções e não percebeu que vc era sim, so um meio de o resto do mundo conhecer a CULINÁRIA local, acho que o caso de a produção escolher o local é realmente chato, ate pq chamam um residente pra apresentar o lugar. mas fora isso,parece muito bem como qualquer produção de programa qualquer. achei um comentário totalmente egocêntrico da sua parte, que quer atenção e louros por nada que vc fez, ate pq vc so mostrou o que eles queria ver.

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  • Nadja Pereira disse:

    Chocada. Sou muito, mas muito fã do programa. Estou impressionada com o seu relato e fico imensamente decepcionada com a produção do programa – e dele. uó.

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  • […] Ama o Anthony Bourdain e seu programa maravilhoso? Então, CUIDADO AO ABRIR ESSE LINK…a fantasia pode acabar :((((( *foi a Marina do 2Beauty quem deu a dica do […]

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  • Sandra Andrade disse:

    Poxa, Katita, estava eu toda feliz quando vi sua foto com o Bourdain circulando pelo facebook… Quando li seu comentário, foi como um balde de água fria no meu ânimo.
    De todo modo, azar o dele que perdeu a experiência de vivenciar o que temos de bom em termos culturais e culinários, e em boa companhia.

    Sucesso sempre!

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  • Geralmente esse ritmo de produção é meio frustrante. Só acho chato essa história do Bourdain, mas não dá para esperar muita simpatia de um novaiorquino. Curti o blog e vou seguir.

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  • Ruy disse:

    Mas, quem vem a ser mesmo esse tal de Bourdain?

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  • Livia Jesus disse:

    E o que vem a ser Boudain?

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  • rodrigo disse:

    Katita, vc parece ser uma pessoa muito legal, mas nao acha um pouco de exagero comparar essa situacao a escravidao? vc nao poderia simplesmente ter levantado e ir embora? Enfatizo, vc parece ser uma otima pessoa… somente nao concordo com o seu ponto de vista. bjos e fique com deus.

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  • Igor Dead disse:

    E você queria que ele pagasse pau?

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  • Larissa Macedo disse:

    OI Katita!. Eu não conhecia seu blog, a Marina Smith do 2Beauty publicou seu link do encontro com o Bourdain e acabei conhecendo.
    Eu sou aquela ingênua que pensa: ai que legal, o cara vem lá dos EUA, mostrar parte da nossa cultura,da nossa gastronomia… daí o Bourdain vema qui, e menospreza a cultura baiana, a pessoa (você) que estava ali para recebê-lo e apresentá-lo a coisas que ele nunca vai ver em outro lugar, a gente fica com ódio desse povo que se acha superior (mais uma vez sem generalizar pois nem todos os gringos agem assim e tem essa visão)… ódio e pena né, pois nós sabemos o que temos de bom!
    Mas o que o seu post me levou a refletir é que o comportamento desse americano é reproduzido com frequência por muitos brasileiros, dentro do nosso próprio país.
    Eu sou do norte (moro em Rondônia) e acho que quando nós falamos que dói ser tratada por um gringo como se fossemos inferiores, o que mais me incomoda é que isso acontece muitos nos relacionamentos entre brasileiros, na relação Sul-Sudeste com Norte-Nordeste (e até mesmo dentro das mesmas regiões, como paulistas X cariocas). Tenho certeza que os leitores do blog são esclarecidos e vão entender que de forma nenhuma estou generalizando ou atacando todos os que moram no Sul e Sudeste, mesmo pq morei no Rio de Janeiro por quase 10 anos e de lá vieram as melhores experiências da minha vida. Mas é nítido o desconhecimento, o desinteresse e muitas vezes até o desrespeito de muitas pessoas com as regiões menos habitadas, ou mais pobres ou Estados mais distantes: todo nordestino é paraíba, no nordeste só se ouve axé, baiano é preguiçoso, o Acre não existe, povo da Amazônia dorme com onça no quintal, nordestino é tudo igual não importa o Estado, Rondônia é o Estado que fica em cima ou embaixo do norte, etc. Lembro que quando fui morar no Rio, muita gente me perguntava da maneira mais educada possível: Mas… como é que é morar lá? O que tem lá? Tem rua? Tem prédio? Enfim…
    Meu ponto é: não podemos que esquecer que aqui ainda falta também muito chão a percorrer até chegarmos no respeito mútuo e no interesse pelo conhecimento das diferentes culturas e das diferentes regiões do nosso Brasil!
    Adorei seu post e passarei a acompanhar seu blog!
    Bjs
    Larissa

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  • Ana Beatriz disse:

    Nunca vi, nunca comi e nunca ouvi falar nesse tal de bourdain. Ainda bem!!!

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  • Zé Ricardo disse:

    Minha vó tinha um dizerzinho sobre isso: Quem muito se abaixa, mostra a bunda!!!

    Infelizmente você caiu no conto do Bourdain, um cara incrivelmente boçal, babaca, que se acha superior a todos. Um total imbecil de carteirinha e tudo.

    Que sirva-nos de lição.

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  • klebermatos disse:

    Kátia, assisto o programa dessa caboco, mas a gente nunca vê os bastidores. Bacana o que vc nos traz, seu sentimento dimensionado na história, mos processos de colonização. Adiante na dignidade.Tenha meu abraço!

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  • Olga G.c. Magalhães disse:

    Eu vc não tinha oferecido o nosso acarajé nem o nosso apetitoso beijou…ele que comprasse adiante …..gentileza gera gentileza amiga e arrogância …..vá despejar em outras terras ….e naõ na nossa .

    .

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  • Aldo disse:

    Mas hoje é Lavagem do Bonfim. Que Ele nos abra os caminhos. A Bahia é insuperável, inventa-se e reinventa-se, com ou sem Bourdain.

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  • Pedro Sadala disse:

    Que produção ruim de serviço essa. Pelo jeito chegaram no Brasil, compraram um guia impresso qualquer e já definiram os locais. Quando a gente assiste ao programa dele nem imaginamos o quão falso é toda essa encenação, mas agora sabemos. Nós brasileiros valemos mais do que isso!

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  • Rita Moreira disse:

    Já passei por situações assim, em que a arrogância cancela qualquer chance de conhecimento . Exatamente assim, e com pessoas daqui mesmo, destas Minas Gerais , onde vivo e que não representam a raça humana a qual eu quero pertencer. Você , realmente, pelos comentários acima deve ser uma pessoa especial, merecedora de toda a consideração e o tempo, minha flor, o tempo de cada pessoa é muito caro, tem que ser pago em gentileza e carinho, senão não tem dinheiro que chegue …. Abraços.

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  • Marcel Matos disse:

    Uau!!!
    =)))))

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  • fernando disse:

    tiozinho metido a gatinho…so mais um babaca…

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  • Sergio disse:

    Eu já discordo sobre as opiniões a respeito da personalidade dele, não acho ruim, por sinal, o que me atrai em assistir o programa dele é justamente ver documentários com uma imagem diferente, de uma pessoa com personalidade forte, exagerada, cheia de defeitos, que fala o que vem na cabeça e não fica se “podando” fingindo ser simpático. Ele é grosseiro, arrogante, sarcástico, sim, e é isso que faz o programa dele ser peculiar, uma visão (pode até ser distorcida) mas diferente do padrão. Apesar de na maioria dos episódios ele ser portar desse modo, isso também não é a regra, assisti diversos episódios em que ele foi educado e respeitoso, porque ele sentiu isso no momento.

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  • Helena disse:

    Sou sua fiel leitora desde o Rainhas, apesar de ser pouco participativa. Por “conhecer” você um pouquinho é que digo que esse cabrunco perdeu a oportunidade de conhecer o melhor finger food de Salvador, pois tinha a melhor guia com ele. bj

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  • Debora Gomes disse:

    Gente, me desculpem, mas eu jurava que ele era o tipo de cara sem frescura, que faz a festa e ainda te deixa em casa.
    Uma pena. Por ele, porque tenho certeza que ele teria aprendido bastante com você e com a Bahia, né?
    :/

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