É tudo tão simples! Por que a gente complica?

20 de novembro de 2013 § 24 Comentários

mignon1

Direitos que eu não abro mão num restaurante (e sem culpa, pois tudo depende do tom):

1- Informações precisas sobre o vinho: procedência daqueles servidos em taças, e principalmente, a temperatura do tinto (não precisa termômetro, tá?), especialmente em Salvador quando eles estão quase sempre gelados… o preço é alto e eu quero sentir o gosto do meu vinho.
2- Sempre pergunto se o pão é da casa. Aliás, eu pergunto muito. Ragu de quê? Blend de que arrozes? Tem maionese nesse molho? Qual o queijo do recheio? Pergunto mesmo. Por vários motivos. Vou a restaurantes também para aprender, ademais preciso entender se estou pagando por brie e comendo queijo lanche. Né não? Só pra saber. Mas ó… muita simpatia e sorriso nos lábios. Sincero. Para mim é muito fácil me colocar no lugar de quem me atende porque este também é o meu trabalho.
3- Conhecer a cozinha, se eu ficar afins.
4- Saber se o palmito é pupunha. Sim, porque os garçons arregalam os olhos como se fosse irrelevante, mas os cardápios deveriam especificar, já que são bem diferentes e eu não gosto do palmito de açaí, mais barato e com textura de bagaço.
5- Jamais vou me achar no direito de sugerir que mudem a música, mas posso pedir gentil e tranquilamente que abaixem o volume para que eu possa ouvir e ser ouvida sem ter que gritar.
6- Mudar de mesa para aquela linda de canto que vagou com vista para o mar, apesar da mesa posta. Vou a restaurantes para me sentir feliz.
7- Pedir para trocar qualquer peça que esteja suja. Claro, né gente?
8- Mostrar o cabelo. É, o fiozinho que encontrei discretamente inserido no meu pomodoro. Mas discretamente, claro.
9- Devolver um prato MUITO ruim. Tipo mega salgado (até por questões de saúde), cheiro estranho, pedido errado.
10- Não pagar os 10% se não for bem atendida. Mas eu ADORO pagar 10%, que fique claro.

Eu percebo que muitas pessoas tomam vinho gelado sem sentir o gosto, comem sem saber exatamente o que estão comendo, deixam de matar a curiosidade de conhecer uma cozinha profissional, voltam dos restaurantes irritadas e com dor de cabeça porque o volume do som não considerou o conforto do cliente, arrependem-se por não terem mudado de mesa para contemplarem a lua, terminam o prato a pulso com nojinho do fiozinho de cabelo (mas terminam), tem pico de hipertensão, ou ficam putos por terem pago por um mau serviço, SÓ PARA NÃO PARECEREM ARROGANTES. Mas veja bem, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Uma coisa é SER arrogante e outra coisa é abrir mão de sua felicidade plena, seu bem-estar, que aliás custam muitíssimo caro nos restaurantes brasileiros.

Penso que errados estão os que se calam. Ruim para o dono, que quando inteligente, recebe e aproveita muito bem todas as críticas, especialmente as ruins, afinal nelas residem as suas possibilidades de crescimento e melhorias; ruim para si por… bem, por tudo isso aí que eu falei acima.

Poxa, é tudo tão simples! Por que a gente complica?

§ 24 Respostas para É tudo tão simples! Por que a gente complica?

  • Vanessa disse:

    Muito bom, Katita!

    Tô com vc e não abro!

    Beijo!

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  • Dri disse:

    Credo, tem muito marido passado, além do meu. Aceita tudo, morrendo de vergonha de reclamar até da batata frita queimada e cheia de brocas e queria que o meu filho comesse!!! O preço de uma porçãozinha? De uns 8 quilos de batatas fritas no óleo de canola rsrsrs

    Além de saber que não sou a única (mas pelo visto ainda preciso melhorar), obrigada por me informar a diferença dos palmitos 😛

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  • Andrea disse:

    Acho que podemos sim exigir nossos direitos sem ser arrogantes. Como vc disse, sempre com um sorriso nos lábios!
    Bjs

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  • Claudia Goulart disse:

    Fui reclamar de um cabelo bem enroladinho no meu prato de comida…a dona do restaurante me disse que o tal cabelo enroladinho era MEU!!!!!!!!
    Eu dona de um cabelinho liso e fino daqueles que não para um grampo, nem um frufru…um rabicó…um cuzinho!!!!Olhei de novo pro prato e pro cabelo enroladinho e tive vontade de quebrar o prato na cabeça dela!!!!
    Nunca mais voltei…fotografei o cabelinho enroladinho e falei que ia mostrar pro meu amigo “fictício” da vigilância sanitária!!!!!
    Penso duas vezes em reclamar…prefiro mesmo nunca mais voltar,Kátia!!!!!!

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  • Erica disse:

    Se eu concordo contigo? Acho que somos irmãs siamesas separadas na maternidade! Respondi à pergunta??

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  • Anavic disse:

    Vocês têm toda razão.

    Mas eu sou aquela que se cala.
    Sou paulista e acostumada com o serviço paulista.
    Mudei-me para Brasilia. Os restaurantes são ótimos. Tem uma quantidade de restaurante muito bom, muito bom significativa. Mas o serviço, zzzzzzzzzzzzzzzzzzz é meio lento e não é tão atento. Resolvi relaxar para ser feliz…Aí mudei-me para o RJ. No Rio, a cidade é maravilhosa, mas o serviço, zzzzzzzzz é desatento. Mas já estava acostumada…. e agora é só diversão. Brasilia a cidade é tranquila, Rio a cidade é maravilhosa e São Paulo o serviço é espetáculo!

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  • Vanessa Ferreira disse:

    Pergunto-me como alguém pode ter o dom tãaaao precioso de colocar em palavras todo o meu sentimento… Você se supera a cada novo post, a cada comentário, a cada desabafo. Tô contigo gata! Obrigada por abrilhantar nossos dias!

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  • Nivia Fx disse:

    Meu marido me chame de birrenta, que reclamo de tudo e que quero ser sempre bem atentida. Bem, nunca pago menos que esta no preço então devo receber o que esta escrito no cardapio ne?
    Se entro num local que me agrada, isso sera por varios fatores, mas não aceito ser mal tratada ou comer mal e pagar caro.
    Geralmente faço algumas perguntas nos restaurantes etc, mas se não gosto de varias coisas nem pergunto nada e nunca volto la e tenha certeza falo para todo mundo que conheço se gosto ou não do lugar, mas sempre digo o porquê.
    Não acho certo que pessoas sem nenhuma condição abram restaurantes e cobrem o que queiram e nos somos obrigados a pagar preços na maioria orbitantes.
    Na ultima vez que fui a salvador não acreditei como as coisas estão bem mais caras, incluido comida.

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  • Ana Botelho disse:

    boas dicas, adorei!

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  • Paulinha Dal'Bó♥ disse:

    Adoreeeeiiii! Meu maridinho precisa urgentemente ler isso!
    Só eu que sou a “chata”! Sou aquela que reclamo que faltou algo no pedido, que cobraram 2x tal coisa, que o refrigerante veio sem gás, que o suco está doce demais e o próximo vou querer sem açúcar por isso… rs… E por aí vai! Hahaha… Obrigada flor, por me fazer sentir que sou normal e ele é que é está sendo bobo de não falar nada! Vou continuar sendo quem eu sou! Um mega beijo!

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  • Dricka disse:

    Né não Katita?
    Eu nunca me calo, e por isso sempre sou tida como marruda, birrenta, encrenqueira ou revolucionaria, mas não ligo. Afinal se eu não fizer valer os meus direitos, quem fará? E com comida então, reclamo mesmo, comida é sagrada.
    Bjs

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  • Evelyn disse:

    Meu maridinho querido aprendeu – diz ele – a sair comigo. Sempre foi meio enfurnadinho, pois tem pais aposentados que não saem desde sempre. Eu, que adoro uma saída básica apesar de amar meu lar, também ensinei-o – também diz ele – a reclamar quando convém, a levantar e se retirar quando convém e não retornar quando também convém. Explico…

    Ele achava falta de educação entrar num restaurante e sair caso a música, o ambiente ou mesmo o preço não o agradasse. Veja só. Já cheguei a ficar com ele numa pizzaria só porque tínhamos entrado, em que mal eu ouvia os sabores das pizzas tamanho balburdio, e que paguei caro por isso, pois saí muito irritada (o que faz o amor). No entanto, dei o ‘troco’ quando entramos numa lanchonete gourmet super badalada da cidade porque disse a ele: eu vim, mas não quero comer o que tem aqui. Quero a pizza do outro lado da cidade, naquela pizzaria que só ficamos nós dois, pois quero te ouvir, e não ouvir a tv. Levantei e deixei ele lá, que saiu em disparada antes mesmo da garçonete chegar. Desde tal episódio, discutimos muito se vale a pena investir nos ‘famosinhos’ da cidade… pq olha, já comi lasanha de microondas numa ‘trattoria’ que ganhou um festival de massas… que vou te contar, pra nunca mais retornar… minhas experiências, como diz uma prima de 10 anos, não são de se jogar fora. Nem meu dinheiro.

    Lugar com tv ou música alta [ainda mais agora com minha pequena conosco] estão fora de cogitação. Comemos e não gostamos? Damos apenas mais uma chance. Fomos mal atendidos e até mesmo ‘expulsos’ [sim, em pizzaria rodízio já ocorreu devido a fila que se formava… sabe como? “pizza de alho com brócolis” parecia especialidade da casa]? Não pagamos 10% nem voltamos… enfim… comida é cara, tem gente passando fome, eu trabalho e dou duro pra sair pra me estressar… né não? Se for assim, eu fico em casa e cozinho. Modéstia a parte, melhorando a cada dia graças a tu, K.

    Vixi, falei muito… rs
    Beijos!

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  • Tata disse:

    Ouiés!
    Concordo sem tirar nem por!
    E com um sorriso!!! =)

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