Salon du Chocolate Bahia 2012

10 de julho de 2012 § 33 Comentários

Eu adoraria dizer que o primeiro Salon du Chocolat no Brasil, mais precisamente na Bahia, mais precisamente na cidade de São Salvador, foi um sonho de lindo, mas não foi. Não sob o ponto de vista do público. Digo isso porque vai que foi bom para os produtores e chocolateiros e toda a cadeia de chocolate do planeta, não é verdade?

Mas para o público, infelizmente, foi um fiasco. Assim, eu já tenho problema com evento de pavilhão, me dá uma canseeeeeira! Estaciona-se longe, sobe-se níveis e níveis de escadas rolantes, porque os elevadores nunca dão conta, e a depender do evento, é complicado caminhar e acessar os produtos e informações, o que deveria ser básico. Eleve esse quesito desconforto à enésima potência e você terá uma vaga idéia da TREVA que foi esta experiência.


(stand AMMA, produção 100% brazuca | o queridíssimo parceiro Lucas do Atelier Bombom, que montou com sua irmã Adriana, o stand mais fofo do Salon | as condições de circulação | o movimento das bilheterias no piso de baixo enquanto o de cima já estava lotado | público barrado por super lotação no Salon, com o resto do pavilhão vazio)

Eu nunca visito feiras como essa no primeiro dia, porque eu tô ligada que é MUITA coisa envolvida e quase sempre não está tudo pronto quando os portões são abertos, por isso deixei para ir no sábado (imaginei que no domingo bombaria demais). Cheguei às 14h30 e já estava insuportável. Muita gente para pouco espaço, stands sem produtos, chocolateiros ausentes e uma equipe recrutada pela produção absolutamente despreparada (Qual a origem destas amêndoas? | Hã? | O cacau, minha filha, é de onde? | Ah! Do Equador). Folhetagem para compensar? Aonde? Os preços, um acinte! Sem falar na dificuldade para comprar, porque as maquininhas de débito e crédito ficavam circulando loucas entre os stands. As maiores promessas na faixa de R$120 (enfiados em sacolinhas plásticas vabagundas), e ainda assim, faltou para quem queria. Os chocolateiros não colocaram fé que o público teria cacife para comprar, e muitos produtos acabaram no primeiro dia!

Eu gostaria muito de perguntar para o Diego Badaró, organizador do evento, o que fez a produção achar que um evento deste porte, DE CHOCOLATE, durante um fim de semana sem praia em Salvador, com tickets a R$10, caberia numa pequena ala de apenas um nível, enquanto o som dos nossos sapatos subindo centenas de escadas, ecoava no vazio de todo o resto do pavilhão! Que pataquada foi aquela?

Se teve chocodemos eu não vi; se teve Mara Mello fazendo picolé de chocolate com aspic de manga, eu não vi; se teve Carole Crema fazendo cupcake, eu não vi; se teve Moelleux au chocolat de Lahrer,… enfim, você sabe. O que eu vi foi o caos total, um bando de gente se matando para degustar raspinhas de chocolate sobre os balcões, e uma equipe exausta de repetir: “tem, mas acabou”.

Gente, ou se utilizava pelo menos um nível inteiro do pavilhão para um público de R$10, ou cobrava-se R$100 e destinava-se o evento aqueles que podem abarrotar as sacolas com barras de R$120.


(Boillet, Bonnat, Hévin, Larher, Guerlais, Pralu, Domori, Demarquete, Marcollini, e muitos outros. Só papa fina)

Eu queria saber se o modelo foi o mesmo em Paris, em Bruxelas, em Tóquio, em Lyon, Bordeaux, Nova York, Bologne, Zurich e todos os outros lugares por onde o Salon já passou. Não tem uma comissão técnica do evento que regulamente as condições para que o evento aconteça (do alto dos seus “17 anos de existência e mais de 90 edições ao redor do mundo”)? Ou tem e faltou-lhes informação que só a produção local poderia dar, tipo informações estatísticas, de perfil do público, enfim. Será que o mais importante de tudo foram os negócios realizados por trás do Salon, a etapa de visitas técnicas às fazendas de Ilhéus e o Forum Internacional de Cacau e Chocolate, que acabou numa grande festa muito mal organizada? Valeu a pena para a Bahia, o nosso cacau foi promovido? Eu quero saber.


(Stéphane Bonnat, simpático, disponível e muito chique por isso)

Bem, entre mortos e feridos, literalmente, eu tive o prazer de conhecer duas pessoas ilustres: o fofo do Stéphane Bonnat, único chocolateiro totalmente disponível que eu vi, colado no stand, simpaticíssimo e sem frescura, vendendo suas barras incríveis por R$20, todas feitas com cacau baiano. Batemos um papo super bacana, trocamos cartões e foi lindo, apaixonei.


(Na primeira foto, à direita, a belga Jennifer Tibbaut, da Cooperativa Cabruca. Muito fofa, profissional e atenciosa | stand da Cooperativa em forma de ilha, mostrando toda a cadeia da produção docacau aos produtos finais | vinho de cacau, muito parecido com Porto | chocolates Cabruca | e muitos outros produtos da cooperativa, como as favas de baunilha)

A outra pessoa especial foi a belga Jennifer Tibbaut, da Cabruca – Cooperativa dos Produtores Orgânicos do Sul da Bahia, que parou tudo para me apresentar toda a cadeia Cabruca, que vai da produção do cacau até os produtos finais, entre eles produtos da Natura Ekos, por exemplo, para quem vendem manteiga de cacau, além de chocolates produzidos por grandes chocolateiros como o suíço Läderach, de quem tive o prazer de experimentar um chocolate incrível com cacau baiano. Mas a Cooperativa Cabruca merece um post específico.

Pra fechar com gosto amargo, mas do melhor cacau possível, ficam as amostras que consegui comprar: o Bonnat com cacau da Fazenda Luiza, uma pequena amostra do inglês Demarquette (fiquei com boquinha de comer o salgado!), um Marcolini Fleur d’ Orange, Domori de 5 origens diferentes, e Läderach com cacau de baiano, e de Trinidad Tobago e Madasgascar, além do Instituto Cabruca. Adiante e oportunamente vou falar de suas origens, percentual de cacau e sabores, que por agora deu. =)

//// Você acabou de ler o capítulo #1 de Cabruca, uma novela de chocolate \\\\

§ 33 Respostas para Salon du Chocolate Bahia 2012

  • Bao noite Katita,
    obrigada pelas gentis palavras. Durante o nosso encontro Voce se demostrou tanto interessada que foi muito animador poder Lhe esclarecer certos aspectos da Cooperativa Cabruca.

    Li os comentarios e eu queria defender o Badaro. Foi atraves dele que este evento international foi trazido, pela primeira vez, num pais produtor de cacau e pela primeira vez os produtores puderam participar. Obrigada Diego!

    Eu queria esclarecer alguns puntos: provavelmente alguns expositores nao se imaginaram o sucesso deste evento. Mas foram, ao meu parcere, as complicaçoes de importaçao, alfandega…que fizeram que os partecipantes estrangeiros ficaram sem chocolates.
    Nos, da Cooperativa Cabruca, tivemos muitas dificuldades para conseguir receber em tempo os produtos vindo da Suiça. Ate 13 horas daquela sesta nao tinhamos certeza de receber-os. Foi um pesadelo!

    Os valores altos dos produtos importados sao, infelizmente, devidos as taxas de importaçao, transportadoras, voo e taxas de alfandega ( mais de 60%).
    Tambem nao se pode comparar os valores duma barra de chocolate e de…por exemplo… trufas…

    Como cooperada da Cabruca, estou muito orgulhosa de ter partecipado na demostraçao que o cacau da Bahia pode ser interessante para chocolateiros de produtos de luxo. Ate alguns anos atras o cacau produzido aqui na Bahia era considerado, no exterior, como cacau somente para produtos de grande produçao ( biscoitos, achocolatados ou chocolate de baixa qualidade …). Hoje este aspecto esta mudando. Conseguimos demostrar, nos da Cabruca entre outros, que o cacau de Bahia pode dar um chocolate de alta qualidade.

    Para responder a sua pergunta, Katita, sobre o cacau da Bahia ser promovido. Eu acho que sim, tivemos varios encontros interessantes com chocolateiros tanto brasileiros como europeos. Mas precisamos de tempo para ver se vai dar frutos ( negocios).

    abraço
    jennifer

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    • Katita disse:

      Jennifer, sou eu quem te agradeço pelo seu depoimento, que aproveito inclusive para te pedir autorização para publicá-lo como post.

      Fiquei super orgulhosa pela Bahia ter recebido o evento, e fico muito feliz por saber que foi um bom negócio para o nosso cacau, mas como público, infelizmente, que é o meu caso, essa foi a impressão geral, e estes pontos referentes a organização e infra-estrutura para o consumidor final precisam ser revistos para que a gente possa fazer bonito de uma próxima vez, e mais que isso, que o público receba informação suficiente para funcionar como agente multiplicador da promoção do nosso cacau. Mas tenho certeza que este foi o primeiro movimento neste sentido.

      Logo vou publicar um post sobre a Cooperativa, espero que vocês gostem.

      Um abraço,
      K.

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    • jennifer disse:

      Ola Katita pode usar o que quiser…ate corrigir o meu portugues fantasioso….hehehe
      estou anciosa de ler a seu proximo post.
      Vc tem um email pessoal alem do blog?
      abraço
      j

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  • claudia martins disse:

    Até que enfim comentarios reais ….vazios.. pensem que fui no domingo as 14:00 ..bem pior…vi stands …muita decepção pouquissimos chocolates sem explicações do que se tratava dentro de embalagens lacradas e poucas a amostra… um verdadeiro fiasco!!!!!!

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  • Silvana disse:

    Katita, fui no domingo com duas amigas, programamos almoçar ao meio dia e ir para a ‘maravilhosa’ e sonhada sobremesa de chocolate maravilhosos!!! Que horror, as 14 h ja’ estava dificil o acesso… e o restante e’ tudo que vc comentou e um pouco mais. Depois de uma voltinha, fomos embora rapidinho e decepcionadas, procurar nossa sobremesa em outro local…

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  • Bernardo disse:

    Muito pertinente sua análise sobre o que foi na minha opinião, uma frustrante experiência de quem adora chocolate e esperava ver, ouvir, sentir muito mais do que foi exposto naquele “cacete armado” (como bem falou uma amiga aí acima!).Primeiro me debati com uma proibição de entrar porque estava cheio demais, mas imbuído de persistência voltei à noite, no sábado e consegui entrar e me deparar com um carnaval nos corredores estreitos daquele pavilhão, não conseguia parar pra perguntar nada, pois era lavado por uma torrente de gente.

    Como educar o paladar, instruir uma população que só sabe comer barras de açúcar com sabor de chocolate como vemos nas prateleiras dos supermercados daqui? (e eu me coloco como voraz consumidor destas tais barras de açúcar). Esperava maior explicação, demonstrações e até mesmo verdadeiras aulas de como degustar um bom chocolate, coisa que estou aprendendo pouco a pouco com as barrinhas que me foram possíveis comprar (sem falar nos HORRÍVEIS brigadeiros que comprei a extorsivos R$ 3,00). Realmente foi decepcionante. A melhor coisa da noite foi o show de Peu Meurray que só peguei o final, mas mesmo assim salvou a noite!

    Vejo que Salvador só sabe mesmo é fazer festa de camisa colorida… 😦

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  • Marcia Luzia Almeida disse:

    katita minha querida,

    Por que as coisas em Salvador tem que ser no esquema cacete armado? ô karma viu?

    Só não fui pq as amigas que foram no sábado me contaram o terror.

    bjs
    Marcia

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  • kkkkkkkkkkk Katita será que era você atrás de nós nas escadas rolantes? Eu fui cedo para ver a Carole Crema e foi a minha sorte. Consegui ver, mas a falta de educação me deixou mais horrorizada que o normal, as pessoas ‘pularam’ nos cupcakes que eram para provar e também nos da mesa, a ponto do rapaz que estava auxiliando a Carole ter que puxar alguns para poder ter foto. Pense num absurdo! Eu tinha te mandado um e-mail para te encontrar lá, acho que não chegou então :/ beijocas

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  • Cha disse:

    Katita, a única coisa que eu entendo de chocolate é comer mesmo kkkk Mas eu entendo bem, o absurdo dos preços que você comenta! E é claro, essa zona que foi o evento.Você além de escrever muito bem, achei imparcial, vc deveria ter uma coluna em um jornal.=-)
    Aqui nos EUA, um pacote de Lindit custa 3 dólares no supermercado, uma barra Godiva, 4 dólares. Entendo que seja artesanal, chefs famosos, etc, mas 80, 120 dolares por chocolate é meio fora da casinha na minha percepção.=-) Um beijo querida!

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    • Katita disse:

      Totalmente fora da casinha, amor. E os chocolateiros gringos embarcaram nos preços praticados no Brasil para venderem os seus produtos? Ou então rolou uma gordura para a produção local, vai saber. Mais uma perguntinha para o Badaró.
      Beijo!
      K.

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      • Sam Fofinha disse:

        Como diria a minha avó “aí tem jacutinga e cheia a catinga” hahahaha… eu achei phodre o fato de uma caixa de bonbons ser vendida a R$60,00 reais na sexta e a mesma custar R$100,00 no sábado! Rolou uma coisa estranhíssima aí. Achei de um oportunismo e falta de respeito enorme. O que justificaria um aumento tão grande de um dia para o outro?
        Bjks,
        Sam

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      • Katita disse:

        Feio, né Sam?
        Beijim,
        K.

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  • Nara Santos disse:

    Tambem visitei na sexta e no Sabado.
    Na sexta foi bem mais tranquilo. O acesso e a vista aos stands sendo possivel conversar e assistir as palestras no Chocodemo.
    Problemas de infra-estrutura foram grandes, A programação não existia impressa e todos ficavam com uma xerox. Lamentavel .
    No sabado foi o caos afinal foi veiculado que a degustação era livre.
    Socorro! Feira com degustação não dá para controlar.
    Mas fica uma excelente opção de negócios para Salvador.

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  • Renato Jucá disse:

    Olá Katita, parabens pelo blog!

    Concordo com tudo que voce disse mas tive sorte de provar chocolates incriveis, inclusive, gringos! A organização foi lamentável, mas fica plantada a semente para o próximo ano pois interesse do público não faltou. Que da próxima vez divulguem o que será feito para melhorar o evento sob pena das pessoas deixarem de ir…

    Entre mortos e feridos eu e meus amigos nos divertimos muito enfim, viva o maravilhoso cacau da Bahia!

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  • Deinha disse:

    Katita, querida. Acho que nunca comentei os posts, apesar de amar o blog. Moro em Zürich e fui no evento quando rolou aqui. Tá, eu fui num Domingo a tarde, dia em que (pasmem) as opções de lazer são relativamente escassas. Vou te falar que tive mais ou menos a mesma impressão que você teve. Muita gente prá pouco espaço. Pessoas se matando por uma amostra e blá blá blá. Juro que vi gente comendo chocolate que tava exposto pra se VER. Me cansei também. Acho que é coisa de estrutura mesmo. Ou… Vai ver que é por causa do rei, o chocolate. Quem não se derrete por um? Hahahaha
    Se quiser posso te mandar umas fotos do evento daqui.
    Beijos e boa sorte na próxima,
    Andrea

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  • Tâmara disse:

    Eu também fui no sábado, consegui entrar, mas não consegui desfrutar de quase nada, não consegui quase nenhum cartão, panfleto, informação, nada…Triste, triste… Não vou comentar mais porque você já disse tudo!

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  • Joy Cleave disse:

    Ka, qual salgado que vc ta falando que queria provar?

    o 71.1% House Blend with Vanilla Salt ou o Sea Salt caramels?

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  • Dora Ferreira disse:

    Foi assim mesmo, amiga Katita. esparro, fria roubada. Acho que eles não confiaram no público baiano. Que pena.
    Beijos e até o próximo capítulo.

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  • Sam Fofinha disse:

    Katita, eu tive duas visões da feira pois fui nos dois primeiros dias. O primeiro dia estava bom com alguns probleminhas acontecendo porém achei que seriam contornados no segundo dia. Essa conversa com chocolatiers e produtores eu tive no primeiro dia e foi muito rica, pelo menos pra mim. Já no segundo dia foi uma visão do inferno! Eu fiquei horrorizada! E o pior ainda levei meu marido a tira colo! (olha o erro básico aí…) Sobre as demos eu achei que as as aulas ministradas pelos brasileiros foram incríveis já pelos internacionais não muito parte por usar produtos que a gente pouco conhece e não acha por aqui ou simplesmente inviáveis. Fiquei decepcionada contudo tenho uma visão sonhadora! Acredito que uma sementinha foi plantada e fico na expectativa por um novo evento a altura do nosso cacau. Vou acompanhando a novelinha… Bjks

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  • Ameli disse:

    Katita,
    Visitei o Salon na sexta-feira à tarde e foi relativamente tranquilo.
    Quanto à organização do evento, você disse tudo o que pensei. Em especial, não entendi porque utilizar aquele espaço pequeníssimo para um evento, como você disse, “DE CHOCOLATE, durante um fim de semana sem praia em Salvador, com tickets a R$10”. Foi exatamente o o que me perguntei depois da visita.
    Vi muita coisa interessante, mas tive poucas informações sobre os produtos mais atraentes. De qualquer modo, comprei chocolates ótimos de Ilhéus, incluindo um chocolate em pó maravilhoso.
    No geral, lamento a produção do evento. Certamente poderia ter sido mais proveitoso.
    Abs,
    Amelí

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  • Daniela disse:

    Katita,
    Escrevi o comentário anterior antes de ler seu post inteiro. Desculpe! Por ver as fotos, achei que vc não tinha visto os barrados no baile…
    Que pena ter sido tão mal organizado, né?!
    Louca pelos próximos capítulos dessa novela!

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  • Daniela disse:

    Sorte sua ainda ter conseguido entrar. Cheguei lá no sábado, por volta das 17 horas com meus sobrinhos e fomos barrados na porta. Pelo que eu entendi, o espaço (que estaria aberto até as 22h) já estava cheio demais e as pessoas foram impedidas de entrar… Voltamos frustrados…

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