Arroz de pato

19 de junho de 2012 § 19 Comentários

Eu já tinha feito arroz de pato no Rainhas do Lar, mas foi uma receita mais clássica e comprometida com sua origem portuguesa. Lembro também que usei Ráris na ocasião. Ficou muito bom, algo “masculino” (não me pergunte como assim… quando você entra no Outback, por exemplo, não sente um ambiente e uma comida masculina, não?).

Mas o arroz de pato do Boteco do França continuava me atazanando o juízo, e de tanto comê-lo, acho que entendi tudinho, e fui à luta para defender a minha versão.

Pato é caro. Aqui em Salvador, paga-se R$35 em média por um peitinho, que rende, desfiado, no máximo 4 porções educadas. O ideal é fazer com 1 peito apenas para duas pessoas, pemitindo que repitam. Mas só hoje, porque eu vou logo avisando: é gordo, quer ver?

Lá no França eu saquei que eles usam creme de leite e gratinam com parmesão ralado no final. Isso deve ser um caso de heresia, mas fazer o quê? É perfeito. E quando eu digo que é gordo, ainda tem a tradicional linguiça portuguesa encobrindo o crime.

Os peitos eu temperei com sal e pimenta, e depois deitei numa panela quente com a capa de gordura voltada para baixo. Você vai se impressionar com a quantidade de gordura que derrete muito fácil. Eu sei que tem gente que vai me esfolar viva, mas eu dispensei a gordura. A carne de pato é meio dura, e por conta disso cozinhei em caldo de legumes na pressão, para depois desfiar e envolver no molho que está por vir, e que por sua vez vai envolver o arroz agulhinha (1 xícara, que a gente lava, escorre, espera secar, cozinha em água fervente com sal até ficar al dente, e escorre de novo).


(senhoras e senhores, eis aqui os peitos de pato crus e soltando a capa de gordura)

Carne cozida e desfiada, passemos ao molho: 1 cebola roxa pequena ralada refogada numa colher de manteiga; 2 dedos de xícara de uma bebida alcoolica destilada que pode ser vinho, uísque, vodka, conhaque, cachaça, o que você tiver; deixa evaporar o álcool e some 1/2 lata de tomate pelado com molho, 1 pitada de açúcar, 1 punhado ENORME de salsinha fresca, 1 xícara de ervilhas daquelas congeladas (mas já descongeladas aqui, tá?), 1/2 caixinha de creme de leite, pimenta do reino moída na hora, e finalmente, o peito de pato desfiado. Use o caldo do cozimento para hidratar o molho, acerte o sal e foi. Some o arroz com cuidado para não quebrar, e cubra tudo com rodelas da melhor linguiça portuguesa que você encontrar (vale a pena investir numa importada – se der, esqueça a Sadia e a Perdigão nessa hora), porque esta coadjuvante aqui tem quase papel principal). Eu cortei a linguiça em rodelas e dei uma aquecida na frigideira de teflon antes disso, mas você pode polvilhar o arroz com parmesão, cobrir com as rodelas cruas e levar ao forno para gratinar. Se tiver grill vai ser lindo.

Arroz de pato é prato único, para dia de festa, mas fica lindo com uma saladona verde!

Por falar nisso, prometo que a próxima receita vai ser uma saladinha, tá? Que é para equilibrar esse negócio.

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