Ciranda de livro Kumalè: um pra mim, um pra você

16 de maio de 2012 § 153 Comentários

Hoje tem ciranda do livro O mundo à mesa – preceitos, mitos e tabus da gastronomia do chef Kumalè, pela Saberes Editora (Campinas/SP), que me mandou dois exemplares, um deles para sorteio entre vocês.

Chef Kumalè é Vittorio Castellani, do Couscous Clan (ó que nome genial, vai vendo), um jornalista italiano, colunista de revistas de gastronomia e turismo européias, que considera-se um gastronômade, ávido que é por descobertas sobre os hábitos alimentares mundo afora. Lendo seu livro dá vontade de ser uma mosquinha só para poder assistir às suas aulas na Universidade de Ciências Gastronômicas de Pollenzo ou na Universidade de Siena para o Master em enogastronomia.

Eu não sei quanto à você, mas eu adoro os livros de gastronomia quando vão para além das receitas, lançando-se sobre os seus aspectos culturais, antropológicos, religiosos, sociais, políticos, econômicos, pessoais. Que os momentos mais importantes da vida dos seres humanos acontecem em torno da comida, testemunha muda da história da humanidade, todo mundo já sabe; que a gente é o que come também, mas aqui Kumalè aborda as regras alimentares que regem o comportamento das civilizações dos cinco continentes, determinando uma dinâmica que, num mundo globalizado, acaba por nos atingir a todos, seja durante uma viagem, seja por conta de um vizinho judeu, da mudança para um bairro japonês, para melhor entender um livro, um filme, o mundo, e até a nós mesmos.

Feitas as introduções e considerações gerais do autor, a primeira parte do livro aborda as regras alimentares de religiões como o Judaísmo, Islamismo, Hinduísmo, Sikhismo, Budismo e Ortodoxia ocidental, seus preceitos, alimentos lícitos e ilícitos, rituais de abate, as festas religiosas, etiqueta à mesa, e muito mais do que os nossos parcos conhecimentos de almanaque sobre indianos que não comem carne de vaca. Um exercício e tanto de despregar os olhos dos nossos próprios umbigos, de entendimento e respeito às diferenças.

Num segundo momento, não menos interessante, o livro associa os ciclos da vida e rituais de passagem ao alimento, desde o nascimento e batismo (como o seudat mitzvá que é um banquete que os judeus oferecem após a cerimônia de batismo); a iniciação à idade adulta (como o seijin no hi, dia da maturidade para os japoneses comemorada aos 22 anos, ou o quinceañera, os 15 anos das meninas em muitos países latinos, semelhantes às nossas comemorações de debutantes); o cortejo, o namoro e o casamento (quem não se lembra do filme Casamento Grego?); e, finalmente, a morte (como a comemoração dos defuntos Día de los Muertos, no México, que eu até tatuei, de tão lindo que eu acho), todos eles celebrados através de banquetes específicos para cada situação.

E vai além, associando o alimento aos ciclos da mãe terra, que determinam sacrifícios, cerimônias e ritos de semeadura, colheita e transumância (migração de rebanhos, no caso, mas pode ser de gente também) que marcam alguns dos momentos mais importantes em diversos calendários, como a Festa da Lua e a da Primavera dos chineses; o Novo Dia Persa (ano novo) no Irã; o interessante Festival Homovo, que caçoa da fome quando chega a chuva em Gana, na África – exatamente agora em maio – quando milho e sorgo são plantados para produzirem farinhas; e Pachamanca, o banquete para a mãe terra no Peru.

Aborda, ainda que superficialmente, alguns tabus e alimentos medicinais, através dos conhecimentos da ayurveda e da cozinha medicinal chinesa. Percorre distâncias entre cozinhas de palácios e a street food, menciona a hibridização de culinárias (fusion), e fecha com dois capítulos bem legais. Um de receitas típicas de algumas destas culturas, algumas tradicionais e deliciosas para nós, outras capazes de nos causar vertigens como o Porco-espinho à gitana, Chow chow refogado – é, aquele cachorrinho mesmo -, a Sopa de cobras, escorpiões e galinha velha dos chinesas, as Larvas de besouro com verduras do Congo, e algumas “alucinantes” como Bhang Lassi, bebida à base de maconha e leite, de Benares. O outro capítulo final, só de orações para a mesa, uma de cada religião.

Enfim, um livro curioso, aparentemente pretensioso por abordar tudo isso em 237 páginas, mas ao final a gente conclui que trata-se de um panorama bem amarrado (graças à escolha assertiva dos aspectos abordados) e instigante, capaz de escancarar as portas da nossa percepção para a diversidade e para o universo de possibilidades gastronômicas que tem lá fora.

O mundo à mesa – preceitos, mitos e tabus da gastronomia, do Chef Kumalè, pela Saberes Editora (Campinas/SP), em 2011.

Mas, voltando à ciranda, quem ficar afins de concorrer ao outro exemplar que eu tenho aqui, e que vou despachar com algum mimo meu, que eu ainda não sei o que é, responde aqui nos comentários: Qual o alimento ou hábito alimentar que te embrulha o estômago, te causa vertigem, estranhamento?

A gente abre a roda a partir de agora até às 11h59 do próximo domingo, dia 20, quando acaba a nossa ciranda, tá? Cada leitor participa uma só vez, endereço para envio em território nacional, e eu tenho até 15 dias para enviar depois da publicação do resultado, na segunda 21. Esquema de sorteio númerico entre as respostas válidas.

Vamos todos cirandar?

§ 153 Respostas para Ciranda de livro Kumalè: um pra mim, um pra você

  • Kátia Pinheiro disse:

    Gosto de tudo. Como besouros do tibet, caça de um modo geral, rã, coelho, cobra.
    Amo frutas, leite.
    Me acabo em um pernil suíno com geleia de pimenta, e acompanhado com uma boa cachaça.
    Gordura da picanha. Torresmo. Sou cozinheira. Adoro misturar. Creio que não tenho dificuldade para gostar de comida. Meu corpo magro não tem problemas com colesterol, em média peso 46Kg.
    Enfim, gosto de apreciar a sutileza dos aromas. A variedade das texturas…

    Kåtia Pinheiro

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  • Katita disse:

    Morreu na Nathalie e foi lindo!

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  • Nathalie Assis de Souza disse:

    Olá!! Não consigo comer o bendito jiló, e fico impressionada com minha mãe se deliciando… como de tudo (menos qualquer tipo de carne, outra estranheza pra mim + o jiló claro rs), mesmo sendo nutricionista, não tem jeito, não topo… mas só pra quem gosta eu digo que é nutritivo!! rsrs

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  • Maria Lucia G. Campos disse:

    De tantas estranhezas, a minha é trivial e faz parte de vários comentários, sendo assim minhas chances são pequenas, mas lá vai, nunca comi e nem gosto de pensar que teria que experimentar um dia, m i o l o, acho muito esqusito e fico meio mareada só de falar. Mas viva as diferenças, e que bom que seja assim, não da para imaginar um mundo, com todos gostasndo de tudo igual, argh!!!!!!

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  • Fernanda Lorenzoni disse:

    Ahhhh, vou participar desta ciranda também!!!
    Me embrulha o árabe kibe cru com aquela cebola crua coberta de azeita… n vai, de jeito nenhum… No mais n tenho restrições… comida japonesa… adoro!!, mas também n tenho estômago p conserva de nabo!!!
    Gosto é gosto, e n se discute, só se lamenta, kkkk.
    Bjos.

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  • Karina Aky disse:

    Puxa, adorei a resenha do livro. Vamos lá, tentar a sorte.

    Eu sou descendente de japoneses, meu marido de judeus. Ele adora culinária japonesa, menos curry (o famoso karê-rice, um dos meus preferidos – comida de infância).

    Agora eu, sempre gostei de comidas de outras culturas, como muito muito mesmo. Mas se tem algo que não desce é língua! Meus sogros adoram, meu marido adora e eu, só olhando, não consigo pensar nem em comer.

    No Bom Retiro, em SP, tem uma padaria, a Menorah, que tem o melhor pastrami de SP. ADORO… mas língua não rola. Fico até sem graça, pq no final é tudo carne (e parecidos, pelo menos no aspecto). Eu desconfio que seja mais psicológico do que tudo.

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  • Adriana Lemos disse:

    Algumas coisa que experimentei e não gostei: pequi, acaí e doce de sangue (chouriço), mas o que me enjoa mesmo é gente que torce o nariz para o que nunca experimentou. Adoro comidinha típica de diversos locais do país como o Nordeste, onde moro, e a comidinha mineira. eita mas é bom. Ah, e do Pará gosto de cupuaçu, mas não de maniçoba, aquilo é de doer de ruim!

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  • Carol Rocha disse:

    Não tenho muitas restrições alimentares – tenho muitos gostos, mas não frescurites -, mas não me apetecem preparos com sangue de animais – chouriço, cabidela, carne mal passada… Mesmo depois de cozido, ainda acho meio nhé!

    Baci, Katita!

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  • Marcia disse:

    Bode, carneiro,cabrito pra mim tem gosto de curral. Ui! Beijo Catita.

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  • Cleo Andreola disse:

    Olá querida!

    Pelamor,o que não desce de jeito maneira é gordura na carne,já tentei não consigo.Outra é pele de porco no feijão,quando era criança e minha mãe colocava isso,eu pensava: quando eu cozinhar o meu próprio feijãozinho,isso não vai entrar nuunca!
    Bjs Cleo Andreola.

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  • Sonia Oliveira disse:

    Váaaaarias coisas… Especialmente o cheiro de bucho cozinhando, Ugui!!!

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  • Evelyn disse:

    Acho que não como NADA do que vocês postaram por aqui até agora, pra resumir a história! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Comigo não adianta que nem por um diabo eu como são as coisinhas ‘bonitinhas’ do mar. Família de pescador, filha de dono de entreposto, e nojentinha… como diz meu pai. Não adianta dizer que é chique, que é uma delícia, que tem o mesmo gosto de camarão… mas não como nem siri, nem marisco, nem ostra, nem polvo [ugh! me dá arrepio só de pensar nele], nem lagosta… Nada que tenha patinhas… rsrs Só o camarão limpo, e mesmo assim, só empanado, pra disfarçar e parecer pipoca! Pq se não, passo longe! E olha que os outros tem a balde em casa. Acho que peguei trauma quando meu pai trouxe caranguejos vivos e minha irmã com 2 aninhos ‘entrou’ no cercadinho pra brincar com eles, e claro, saiu toda beliscada rsrs… aí tenho pra mim que sempre eles vão me beliscar…

    E por fim, a nojentice maior… isso eu confesso, sou fresca mesmo. Não como carne suína! Amo bacon, amo linguiça… mas não me venha com pernil, carré… A façanha do ano foi meu noivo conseguir me fazer comer uma feijoada completa… mas eu só comi a carne seca e até o momento que ele rindo da minha cara tirou um pedaço de orelha com PELOS. Sério, dali em diante nem a carne seca desceu mais… E o noivo é um viking! Tudo daí de cima ele come com GOSTO… imagina só a dieta do casal… ele prepara a comida dele, eu preparo a minha hahahahahaha Porque, deusmelivreguarde de colocar a mão num bucho ou num pé de porco! (tô verde só de imaginar!)

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  • Angela Boscatto disse:

    Tb não como nada com miúdos… E tb não rola nada com frango cozido na água, só o cheiro me mata! Eca!!

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  • Katita disse:

    kakakakakakakakakakakaka
    uiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiui
    aiaiaiaiaiaiaiiaiaiaiaiaiaiaiaiaiai
    oi, me assopra!
    me acabo de rir com vocês, ô delícia!

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  • Rebeca Amancio disse:

    Não como de jeito nenhum melancia!
    É um trauma de infância: uma vez, numa viagem de carro, passei mal e estava mastigando justamente um chiclete de melancia. O gosto e o cheiro forte (artificiais, mas ainda assim…) ficaram na mente.
    Agora, tenho que passar longe da fruta até no supermercado, já que o cheiro me embrulha o estômago!
    E a bichinha teima em me perseguir: no restaurante é certeza que a pessoa do meu lado vai pedir aquele suquinho de melancia… e depois vai querer bater alto papos comigo!
    Sem falar naqueles dias em que bate aquele calorão e todo mundo se esbalda com a fruta geladinha… eu até tenho vontade, mas não consigo nem tentar.
    Beijos!

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  • Leiliane Andrade disse:

    Katita meu bem sou uma asídua leitora, meeeesmo tooodos os dias to aqui. Sou boooa de boca, provo tudo e até hoje não descobri nada que me embrulhe o estômago, o meu trauma é o ato repugnante de pessoas que tem o pessimo abito de “chupar os dentes”. Meu Deus alguem me segure para eu não voar no pescoço desse ser! Aff é horrível.

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  • Não tenho restrição com quase nada. Quase. Tenho pavor de miúdos (bovinos, suínos, de quem quer que seja).
    Sou capaz de peneirar a farofa se desconfiar que tem miúdos ali. Claro que eu já devo ter comido sem saber o que era. Meu problema é ver e saber (a ignorância é mãe da felicidade, mas isso só vale para estes casos, hãn?!)
    Outra dificuldade que tenho é com apresuntado. Apresuntado é uma safadeza!!! Põe presunto aí, bonitão e sem capa de gordura. Não há economia que valha o sofrimento de pensar que é presunto e se deparar com o safado do apresuntado!

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  • Carla (do Baianices) disse:

    Uma palavra so: coentro. Eu sei, sou baiana. Os malabarismos que ja fiz na vida voce nao ia acreditar…hahaha!

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  • Obdúlia Belmonte disse:

    Chouriço doce, eca! Nem pensar. O dia que vi até achei bonito mas, quando descobri que era feito de sangue…nossa!

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  • Camila Bargas disse:

    Como de tudo! Mocela, chouriço, língua, dobradinha, jiló… Acho que a única coisa que não desce mesmo é jatobá! O cheiro é pavoroso e tem aparência de meia suja… Jatobá, não dá!

    Beijos!

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  • Tania disse:

    Como de tudo, mas não sou muito amiga de carnes ( falta pouco para me auto-denominar vegetariana). O que me embrulha o estômago é carne mal passada ou crua. Não como de jeito nenhum!

    beijos

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  • Carla Mariana disse:

    Não consigo comer, de jeito nenhum, dobradinha. E olha que já estive faminta em frente a um prato de dobradinha. Não teve jeito.
    Adorei a promoção.
    bjs
    Carla (baiana que mora em Sampa- o contrário de vc, Katita)

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  • Nathalia B. Fayão Oliveira disse:

    Minha mãe sempre me acostumou a comer de tudo e não deixar nada no prato. Realmente não tenho preconceito com miúdos ou qq tipo de corte de qq tipo de carne (boi, porco, carneiro, ave, javali…). Mas jiló não dá, jiló não desce. Só conheço duas ‘pessoas’ que comem felizes: minha mãe e o passarinho. E nem adianta camuflar na comida. Na infância funcionava, mas hj adulta não mais.
    Bjs Katita linda. Fico rodando por Salvador imaginando qd vou esbarrar com vc :D.

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  • Erika disse:

    Desde os meus 7 anos deixei de frango, pois vi minha avó matando uma de suas galinhas e um pato. Travei geral! Fígado bovino é outra iguaria que mastigo, mastigo e não consigo engolir…agora o que me causa estranhamento mesmo, sem querer desrespeitar os hábitos alimentares locais, é comer insetos (escorpiões, por exemplo),como os chineses; golfinhos e baleias, da culinária japonesa; morcegos. Nojo mesmo, ao ponto de revirar o estomago, eu sinto simplesmente ao ver miudos e visceras, seja de qual animal for.
    Li certa vez que o sistema digestivo humano se assemelha ao dos animais herbívoros. Em tese, calcado na teoria da evolução, por necessidade adaptamos nosso organismo para também digerir carne. Pois bem, ainda me encontro no meio, pois como pouca carne, principalmente vermelha, dado o desconforto digestivo que me provoca e vivo feliz com a leveza dos vegetais, frutas e legumes.

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  • Karina disse:

    Também sou adepta a experimentar tudo antes de dizer que não gosto, mas uma coisa que comi e não gostei é o tal de chouriço.Definitivamente não desce.

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  • annerodrigues disse:

    O que não como de jeito nenhum é passarinho. Morava numa fazenda quando criança e meu pai caçava passarinhos. Nunca comi, nem pretendo comê-los. Não sou vegetariana, porque acredito que precisemos de carne para nos nutrir, mas acho muito injusto matar um passarinho que não alimentará minha fome. Sei lá, loucura, pois como camarão que é muito menor.

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  • Silvia disse:

    Há coisas que eu não comeria? Sim, claro. Hábitos alimentares são coisas muito particulares de um povo, de uma cultura. Eu , por exemplo, já comi rã (caçada por meu pai nas noites escuras, em um lago ao redor da minha casa – sim, morei em fazenda muito tempo!). Hoje não como mais e me dá arrepios só em lembrar. Mas já comi também uma porção de outras coisas que , lembrando, me causa estranheza só o fato de ter comido.
    Não comeria uma série de alimentos, mas hoje em dia nada mais me assusta. Aceito que cada povo é um povo, cada um tem a sua história, seu modo de vida e por aí afora.

    Pra te falar a verdade, é mais ou menos assim:
    “Nada do que posso me alucina
    Tanto quanto o que não fiz
    Nada do que eu quero me suprime
    Do que por não saber ainda não quis

    Só uma palavra me devora
    Aquela que meu coração não diz….”

    Bjs e tbm adoro ler livros de gastronomia que vão além…

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  • Maria Souza disse:

    Concordo com os vários comentários a respeito das “partes internas” de animais (estômago, intestino, rins, miolos…), mas nada se compara à cena de um programa de tv que fez meu estômago dar cambalhotas, onde Andrew Zimmern comia placenta… Acho exagerado. Concordaria em uma situação onde não houvesse mais nada comestível, mas enquanto tiver opção, passo longe dessas.

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  • Letícia Lê disse:

    Eu não como carne bovina, bem como miúdos, mocotós, rabadas… Não adianta a forma do preparo. Meu organismo não aceita! Como efeitos colaterais da ingestão: gases, náuseas, digestão lenta… Uó! Pior: custei a perceber que estes efeitos eram, justamente, dessa fonte. Até leite, queijos… Fico um pouco indisposta quando consumo. Não é que eu deteste! Passo mal, mesmo!
    Quando leio aqui “parmesão muito, ralado na hora”… Poxa, fico até triste de vontade de fazer a receita e cair de boca… E a receita do pão com gorgonzola da celebrada Cozinha Finna? Morro!!! Penso em buscar alternativas nos queijos de cabra…

    Bem, de verdade, mesmo, que eu deteste comer: repolho roxo, broto de feijão e acelga. GEEEENTE, o que é aquela coisa “acre”? Aquele sumo esquisito dos citados alimentos?
    E mamão? Só muito camuflado na salada de frutas, porque acho que tem cheiro de caquinha de neném… Blérght!

    Certa feita, participei de uma cerimônia no interior do Brasil. Dentre os acepipes servidos no festejo, estava lá a “banda de bode na brasa”. Deixa estar que tratava-se de um lado da carcaça do animal morto, que ficou pendurado por dias a fio em um varal, exposto às intempéries e insetos, sem, sequer, sal para a cura. Detalhe: eu vi o processo de preparo por UMA SEMANA, porque deu-se no quintal da casa onde eu estava hospedada. Não imaginava o desfecho da coisa… Tive que COMER um pedaço daquilo, por força da educação, o que culminou em vômitos violentos, às escondidas, a noite toda… Verdadeiro TERROR!!! E meu vôo era ao amanhecer…

    Pois bem… Cada cidade/região/país com seus hábitos… Eles pra lá, eu aqui, no RJ, quietinha, dentro da “normalidade” da mais caseira comida fluminense…

    Beijos de uma fiel e diária leitora “mudinha” (desde os tempos do Rainhas), que morre de paixão por tudo daqui… Do Cap. Caverna, passando pela escola do Bentinho, pelas paredes coloridas do seu lar, suas conquistas e, claro, por estes seus dons abençoados, que tranformam coisas simples em puro festejo! Parabéns!

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  • Allyne Andrade disse:

    língua de boi, rim… Pra mim é ecaaaa!

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  • Elisabeth Carneiro da Cunha disse:

    Miolo de boi!!! Quando era pequena ia ao açougue com minha mae e via aquele miolo….. urgh! Nunca tive coragem de provar.
    Olha que já experimentei coisas estranhas ( e gostei ) tipo glandula salivar do boi, miúdos de carneiro cozidos no estomago, etc.
    Mas o miolo ficou na minha memória e não vou comer não…

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  • adriane caldas taques disse:

    Por incrível que pareça,o que eu não tolero é o leite e querem saber por que? Quando minha mãe era criança,ela morava no interior do Paraná numa casa onde tinham até vacas no quintal.Mas ela sempre via o leite naquelas lindas garrafinhas de vidro . Qual não foi sua surpresa ao descobrir ao vivo e a cores de onde vinha o leite? Resumindo ela nunca mais tomou leite (tem hoje 73 aninhos)e nenhuma de suas 3 filhas (inclusive eu)também não. Juro gente se eu tentar, volta!!!Não dizem que é sempre culpa da mãe? Brincadeirinha mãe ….
    Um beijo katita adoro voce!!!!!!!!

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  • Ana Victoria disse:

    Tem comida com gosto de infância… todo mundo lembra com carinho de algo especial.
    Eu me lembro que era obrigada a comer miolo a milanesa. Eu detestava com todas as minhas forças… detestava a consistência da coisa… mas na minha casa não tinha essa de não gostar. Criança tinha que comer. E eu comia… sempre com a sensação de que ia vomitar1 Nossa, só agora estou me dando conta!! Esses miolos!
    Agora, 30 anos depois, pode até ser que se experimentasse não odiasse tanto, mas na minha lembrança… é um horror!!
    E como diz a piada: “Gostou?
    – Gostei, mas não quero comer nunca mais!!!

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  • Lorena disse:

    Gosto e cultura não se discute, por isso o que me assusta não é um quitute específico, mas a maneira desumana dos americanos se alimentarem.É muita gordura junta, sem cuidado, sem amor, sem essa magia que temos por aqui. Pra mim, comida é coisa séria e jogar bacon, ovo e linguiça num prato às 7hs da manhã mesmo para as crianças é de embrulhar o estômago!!!

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  • Daniela Pinheiro Wagner disse:

    Sou daquelas que não rejeita comida – minhas colegas de trabalho costumam dizer que se colocal sal e pimenta em pedra, eu traço também. E é bem isso, mérito da minha mãe que, sem querer, me educou p/ ser uma pessoa sem preconceitos gastronômicos (atitude que, como ser humano em evolução, procuro adotar em todas as áreas da minha vida). Bom, minha mãe sempre me obrigava a provar de tudo, nunca tirou cebola, alho, cheiro verde, nada da comida e nunca permitiu que a gente separasse o que quer que fosse do prato. E foi assim que eu aprendi a provar antes de dizer que não gosto. E tem uma coisa que minha mãe não conseguiu me fazer gostar (e olha que ela tentou): dobradinha. Tentei de todas as maneiras, provei com liguiça, provei com feijão branco, provei com batata – não teve jeito, não consigo nem com o cheiro da pobre da buchada. Dobradinha não rola lá em casa, de jeito nenhum … mas também é só isso, com a Graça de Deus e a persistência da minha mãe. Beijos Katita eu AMO de paixão os seus escritos – nunca deixei comentário, mas leio TODOS os dias.
    Dani (Itajaí/SC)

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  • Mariana disse:

    tenho certa rejeição a receitas com vísceras (sarapatel, xinxim de bofe, meninico de carneiro, etc), mas nada se compara ao hábito de alguns orientais, creio q chineses e indianos, de comer cérebro de macacos… como pode isso? cortam a cabeça do bichinho ainda vivo e comem os miolos quentinhos, de colher! muito punk. diga-se de passagem que já comi grilos, oferecidos por uma amiga mexicana q come os insetinhos desde a mais tenra infância. curti muito não :/

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  • Kelly Melo disse:

    Ola Katita…sempre acompanho o blog, porém pouco comento…Tem várias coisas que não como e da “estranhamento”, mas o que jamais irei provar e da ansia só de pensar é a caca da bisa da Adriana Davanzo…kkkkkkkkkkk…..Desculpe-me mas não deu para deixar passar…kkkkkkkkkkkkkkkkk morrendo de rir…

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  • Marcia Luzia Almeida disse:

    Feijão de leite. E essa mania horrorosa dos chineses que comem insetos e cachorro. Ai que gastura!

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  • Xyka disse:

    Meu problema é com essas culturas que comem olhos e miúdos (tipo rim, cérebro). Gata, meu estômago não segura essa barra não.

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  • Mércia Muniz disse:

    Oi Katita,

    Para mim o Rei de embrulhar estõmagos é o PEQUI.
    Não suporto o cheiro , além da lambança que as pessoas fazem ao comê-lo.
    ECA, ECA, ECA!!!

    Beijinhos,
    Mércia Muniz
    Belo Horizonte / MG

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  • meninadorio disse:

    Há dez anos deixei de comer carne vermelha e frango, hoje sinto nojo e jamais uso um talher que tenha tocado nessas comidas. Vivo imensamente feliz com meus frutos do mar, legumes, queijos e sojas, mas não sou fresca, não ligo que comam na minha frente. Porém, no início do ano, na cidade de Garanhuns (PE), aqui pertinho de Maceió, foi descoberto um casal que fazia salgados (coxinhas, risoles, empadas, etc) com carne humana. Isso mesmo! Eles matavam as pessoas e usam a carne nas refeições e ainda faziam salgados para vender. Só de lembrar disso fico arrepiada e com vontade de vomitar. Fico imaginando o pesadelo das pessoas que compraram e consumiram esses salgados. Arrrrrg!

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  • Larissa Almeida disse:

    Meninaa, eu sou boa de boca! Tenho por filosofia provar de tudo e comer mais de uma vez pra dizer que não gosto, e com isso tem pouquíssimas coisas que posso dizer que não gosto mesmo, como carne de carneiro, que eu não gosto. Mas o que me embrulha o estômago e até hoje, mesmo tendo trabalhado em restaurante japonês, nunca tive coragem de colocar na boca é o doce de feijão japonês, pode? Bestagem isso né? Mas cadê coragem..? É isso.
    Xêros

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  • Pequi! Gente é ruim demais! Sem contar o cheiro…

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