Comendo pelas quebradas: Bar do Hamilton

12 de abril de 2012 § 28 Comentários

Eu ADORO comer em quebrada. Um amigo já tinha me levado no Bar do Hamilton mas era tarde e ele já se preparava para fechar, daí que eu fiquei doida para voltar naquele boteco todo trabalhado na samambaia fake à época (tenho a impressão), mas que hoje são naturais e exuberantes.

Passou um tempo e num belo sábado pela manhã, liguei para Nando para convidá-lo para almoçarmos no Bar do Zé (mesmos donos do França), que ainda não conheço, onde era o finado e saudoso Extudo, no Rio Vermelho. Mas ele já tinha outros planos com a comadre Magali: eu tinha que ir com eles no fim de linha do Garcia comer um rango delícia e baratérrimo de um tal de Hamilton. Quando ele deu as coordenadas saquei na hora que era o tal boteco trabalhado nas samambaias fake e mandei o Zé às favas.

Bom, o esquema é o seguinte: o Hamilton serve as pessoas em sua casa. Aconselho ir ao banheiro, pois a experiência de atravessar a sala em autêntico estilo kitsch (daquelas que os cenógrafos estudam a fundo para reproduzir) é inesquecível, emocionei! Muito cisne, muita planta de plástico, um espetáculo! Então, o Hamilton puxou uma varandinha de frente, cobriu com Eternit, encheu de planta para dar uma aliviada no calor, colocou meia dúzia de mesas e vai bem, obrigada. Cerveja boa e gelada, comida honesta e preço camarada é a fórmula do cabra.

A idéia era comer o camarão da casa, muito gostoso e bem-servido, garantiam os meus amigos. E é mesmo. Bem temperadinho, caprichoso, sal na medida, servido pelas mãos do próprio cozinheiro todo paramentado, uma simpatia. Só senti falta de uma coisa, na verdade poderiam ser duas, mas como eu só como salada crua em raros lugares onde vou, nem posso reclamar que não veio, portanto vou dar um pitaco apenas: senti falta de contraste de cor: a comida é muito amarela, monocromática. Camarão, farofa e pirão, tudo da mesma cor. Me deu uma agoniazinha, mas nada grave. Quase pedi uma salsinha para salpicar ali, mas seria muito indelicado com o cozinheiro tão simpático e esforçado. Um pouco de tomate no ensopado de camarão também coloririam um pouco mais o conjunto. Também achei a quantidade de pirão desproporcional, era pirão para um batalhão! Mas a comida é boa e o prato que serviu 3 adultos e 1 criança, serviriam 4 adultos e 1 criança, por 30 pilas.

Então é isso, se estiver pelas bandas do fim de linha do Garcia e quiser comer comida de quebrada, vá no Hamilton. Não tem endereço formal, nem telefone, sem site, nem facebook, nem twiter, mas chegando no fim de linha, pergunte onde é o Aconchego da Zuzu (outra quebrada massa que eu jogo na cabeça de vocês qualquer hora dessas); descendo a ladeira sentido Garibaldi, dobre a primeira à esquerda depois da Zuzu, e depois a primeira à esquerda de novo, que você vai ver a fachada acima. É um beco sem saída. Quem tem boca chega no Hamilton. Se joga!

Ah! Tem o Bananeira também pra comer lambreta delícia. Fico devendo Bananeira e Zuzu para fechar o circuito fim de linha do Garcia, valeu?

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