Caldo Verde

8 de janeiro de 2012 § 19 Comentários


(ai, estas fotos noturnas estão o cão!)

De origem portuguesa, com certeza, o caldo verde é feito com couve, batatas e linguiça portuguesa.

O segredo de qualquer sopa na minha cabeça é o caldo. Você está liberada para usar seu caldo pronto se for conveniente para você, mas se der para fazer um caldo de verdade, tanto melhor, pois o resultado será mais leve e saudável, podiscrer.

Quando eu cheguei em Maraú fiz um caldeirão enorme de caldo de legumes bem concentrado começando por um fundo. A idéia era ter caldo para os 12 cardápios. Bom, “fundos” são bases para caldos e molhos. Há fundos de carnes, de aves e peixes, feitos com ossos e aparas, e de legumes, que é o basicão, que eu adoro. Eu salteio todos os legumes que vou usar em manteiga clarificada (derreta e recolha a espuminha com a ajuda de uma escumadeira), deixo dar uma “queimadinha”, deito vinho branco, espero evaporar o alcool, cubro tudo com água para cozinhar lentamente até espatifar tudo de tão cozido e concentrado. Daí é coar, e o meu fundo já virou caldo. Usei funcho, salsão, cenoura, cebola, alho, alho poró, mandioquinha, todas as ervas que eu tinha (alecrim, tomilho, louro e manjerona) e funghi seco. Não precisa descascar nada, só cortar em pedaços não muito pequenos.

Mas ó, colega, não é imperativo que você faça um fundo que vira caldo para poder preparar um caldo verde não, viu? Eu só estou pongando na receita para dar esse toque do caldo, que faz sim toda a diferença, mas já tomei caldos deliciosos feitos com aqueles tabletinhos do mal.

Agora imagine que você vai cozinhar 8 batatas e um maço de couve numa panela (dá para 10 pessoas), cobertas por este caldo, com 1 colher de chá de bicarbonato de sódio (para segurar o verdinho) até as batatas ficarem BEM cozidas. Depois você bate tudo no liquidificador e obtem o creme que você vai reservar. Numa panela a parte, apenas untada com óleo de sua preferência, reduza cubinhos de bacon em sua própria gordura; depois some rodelas ou cubos (eu prefiro estes últimos) de linguiça portuguesa; deixe refogar e junte um pouquinho de cebola ralada, agora um maço de couve cortada em tirinhas MUITO finas (retire o talo do meio, enrole em charutinhos e fatie fininho) que vai murchar na hora, mas é isso mesmo, e mais uma pitada de bicarbonato de sódio para segurar o verdinho de novo. Refogou tudo direitinho é misturar ao creme de batatas, acertar o sal, levar ao fogo de novo para levantar fervura, desligar o fogo e abafar um pouco para apurar o sabor antes de servir.

Eu sempre faço caldo verde, em algumas comemorações, e entre família e amigos, e a geral adora!

E vamo’ jogar um Roberto Leal de trilha sonora, que vocês sabem que eu não tenho problema em revelar a minha idade e já brinquei muito de dançar tiro liro, que eu não vou mentir. Ai, como era divertido, três pulinhos para um lado e três para o outro com as mãozinhas pra cima! KAKAKAKAKAKAKAKAKAKA!

Ai cachopa, se tu queres ser bonita:
Arrebita, arrebita, arrebita!

Ai Bate o Pé!
Bate o Pé!
Bate o Pé!
Ai Bate o Pé!
Faça assim como eu
Ai Bate o Pé!
Bate o Pé!
Bate o Pé!
Foi assim que meu amor
Me prendeu…

Tiro Liro Liro é tudo muito giro
Tiro Liro Liro igual eu nunca vi
Tiro Liro Liro é feito prá dançar
Tiro Liro Lá, então vamos cantar

Gente, fala pra mim: o que é o Roberto Leal!? Ainda “véve”? Que fim levou?

§ 19 Respostas para Caldo Verde

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