Carne de panela ao molho de cerveja escura e mostarda

29 de março de 2011 § 31 Comentários

Carne de panela é coisa de Deus, vamos amarrar aqui todos juntinhos? O modus operandi não varia, mas para os recheios e molhos, podemos dar asas à imaginação! Eu normalmente uso cerveja escura para o molho, que gosto negão.

Mas que fique claro, Malzbier é uma coisa e cerveja escura é outra. A primeira tem baixo teor alcoólico e é muito doce, características distintas da segunda, minha preferida. Malzbier me enjoa e empapuça, já uma escura, Xingu ou Caracu, para citar duas nacionais, eu adoro. São sequinhas e com um levíssimo amarguinho muito conveniente lá no final. Não que a carne de panela não fique deliciosa com a Malzbier, fica sim, que eu já fiz, com aquele toque meio caramelado, que é interessante, mas eu ainda prefiro a austeridade da cerveja escura nessa hora.

Bom, tome uma peça de lagarto bem linda e tempere com sal e pimenta do reino a gosto, só por fora mesmo. Nada de lavar ou furar a carne para não desidratá-la, permitindo que os seus sucos naturais escorram por estas fendas proibidas. Isso para uma carne sem recheio, que é a que mostro hoje, mas sabendo vocês que ela pode levar um sem-fim de recheios interessantes, de calabresas e paios a legumes, queijos, farofas e frutas secas, por exemplo. Não se preocupe pois o sal vai penetrar na carne nestes 30 minutos de antecedência que você vai temperá-la, depois tem o tempo na pressão com o caldo, sem falar no molho que ela vai receber no prato, portanto, controle este seu momento Psicose, largue esta faca e acredite em mim: não carece de furá-la.

Depois de 30 minutinhos no sal e na pimenta, é hora de selar a carne. Esquente a panela de pressão (sem tampa, tá?), besunte a carne com óleo de sua preferência (ou então unte a panela) e deite a peça na panela quente. Selar é vedar a carne, criar uma crostinha para evitar que os sucos se percam, garantindo assim uma carne suculenta que é o que todos nós queremos. Mas não é para esturricar a carne, okay? Apenas doure-a de todos os lados. Uma vez selada, retire o seu lagarto bronzeadérrimo da panela, reserve, e some cebola e alho picadinhos e azeite de oliva à panela para refogar. Agora acrescente cerveja escura, uma colher da melhor mostarda possível (eu usei na verdade o creme de mostarda da Companhia das Ervas que a minha amiga Rachèl me deu), refogue mais um pouquinho, deixe reduzir, devolva a carne à panela e cubra com caldo de legumes ou carne (eu usei legumes feito em casa, qualquer dia desses posto aqui); ah! junte umas 3 folhas de louro e vamos “botar pressão”. Coisa de 20 a 30 minutos em lume médio depois que a panela começa a apitar, vai depender do poder da tua máquina.

Quando o cheiro desta carne louca de tão boa enlouquecer os seus sentidos, deve estar na hora de tirar do fogo. Para servir, retire a carne, coloque numa travessa, cubra com o molho, fatie (preciso de um fatiador bala ou faca elétrica, tão vendo né?) e coma com arroz fresco e purê de mandioquinha, double carboidrato, eu sei, mas os melhores acompanhamentos, digo, com farofinha do próprio molho também é matador.

Deus é mais. É por causa desta carne e mais meia dúzia de pratos, que a minha grande simpatia por um mezzo-vegetarianismo (sim, porque não pretendo parar de comer frutos do mar) não se concretiza.

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