Domingo almofadas Maitena

20 de fevereiro de 2011 § 39 Comentários

Domingo

Domingo não é mais um dia besta. Como geralmente trabalho aos finais de semana, e como geralmente Bento está por perto, os domingos quando solitários e em casa, como este, são raros e passaram a ser dias sonhados por mim, porque só os domingos são absolutamente silenciosos e calmos aqui. É quando o canto dos passarinhos e o sacolejar das folhas aqui do pé de pitanga soam nítidos, sem concorrência com trânsito, obra, nada. As pessoas nem ouvem música no meu prédio aos domingos, e o telefone mal toca. E quando o vento levanta a cortina do quarto, parece até que o faz em câmera lenta. Isso tudo me dá uma preguiça, mas uma preguiiiiiiiiiiça… e eu me entrego toda a ela, porque mereço. Uma pessoa que trabalha feito louca que nem eu precisa entregar o corpo à preguiça vez por outra, nestes raros momentos de ócio. Mas não precisa ser uma preguiça oca; pode ser uma preguiça criativa. Ou não. Até preguiça oca, preguiça por preguiça, de não fazer nada, nem pensar (essa é difícil, já é meditação) eu me permito.

Preguiça criativa é quando eu me jogo em algum lugar gostoso da casa (sofá da sala, o meu canto da varanda onde o vento faz a curva, ou minha cama cheia de almofadas lindas no meu quarto fresco com porta e janela escancarados para um verde que eu tenho aqui) e tomo alguma leitura leve e divertida, tipo… Maitena.

Almofadas

Eu sou doida varrida por almofadas. Primeiro porque sou doida varrida por almofadas, depois porque como produzo festas, minha vida é fazer almofada, de modos que não saberia dizer de quantas capas empilhadas disponho e jamais poderia me lembrar assim de cabeça de todas as suas padronagens. Mas são duas categorias de almofadas: as do meu lar, que se embolam comigo e não vão para as festas; e as que eu faço para as festas, que tem caráter mais perecível e não são tão especiais quanto aquelas que de tão lindas, às vezes eu paro só para contemplá-las (afinal, qual a função da beleza, que também está nas coisas?). Vez por outra elas circulam de um grupo para outro. Trago para a minha cama alguma almofada de festa que ficou muito linda e foi feita em tecido especial (sim porque na cama, por favor, só O algodão); ou empresto, atenta, alguma do meu acervo pessoal que PRECISA compor um determinado ambiente, o que é mais raro de acontecer.

Minha última almofada foi um achado! Crochetada em branco sobre capa de puro algodão, imaculada, super bem-acabada, linda. E como eu valorizo muito tudo o que é feito à mão (com pegada de vó, então…), achei mais que justo o valor de R$19,90 por esta capa. Tok & Stok, corre!

Maitena

Mas, então… voltando a Maitena, minha ídola maior das tiras femininas (além de linda e super moderna nos seus quase 50)…

***

Almoço? Nem pensar, hoje não. Já tirei o vatapá de biscoito com camarão do congelador desde ontem à noite, porque esse domingo de preguiça já estava todo planejado. Daqui a pouco Bento volta pra casa, as almofadas vão para o ar, o dia amanhece, as buzinas começam a soar, e acabou-se o que era doce!

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