Salada de Frutas Flambadas com Queijo Azul

22 de abril de 2015 § 5 Comentários

salada de frutas flambadas

Só uma idéia: caminha de mix de folhas incríveis; as frutas mais maravilhosas que você quiser, levemente douradas em manteiga numa frigideira e depois flambadas com conhaque quando a panela estiver BEM quente, senão não rola a mágica do fogo. Convém deixar as frutas esfriarem para não queimar as folhas ou derreterem os pedacinhos de queijo azul que você vai quebrar de leve ali por cima.

Eu poderia jurar que tinha colocado nozes ali, embora não esteja vendo na foto. Fica a dica.

Reguei com o próprio fundo de frigideira, o molhinho de manteiga, conhaque e algum suco das frutas que fica ali.

Não precisei de sal por conta da manteiga e do gorgonzola, ó que jóia!

Dúvida de que fica bom? =)

Recadinho do WordPress

22 de abril de 2015 § 2 Comentários

Queridos leitores,

Depois do post “O cão de calçolão” algumas leitoras disseram que “não conseguem comentar” aqui no blog.

Fiquei louca e fui abrir um chamado lá no WordPress e o tio falou que por motivo de segurança e filtro de spam, é necessário que as pessoas preencham os campos nome e endereço de e-mail. É isso, né?

Pow, liberem aí, na moral, vai. Só assim pra gente conversar aqui no quetinho da cozinha.

=)

Beijo grato,

K.

Nordeste Bahia Gourmet 2014

21 de abril de 2015 § 10 Comentários

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Foi ano passado, mas só dá pra contar aqui com calma agora.

O meu trabalho de cozinheira e empreendedora na área de gastronomia sempre teve um vínculo forte com arte e cultura, de onde venho. O bacana é que, cada vez mais, as pessoas, o mercado e a cena baiana percebem isso claramente, e sigo nessa minha missão de promover uma interlocução entre comida, arte e cultura.

Ano passado, o Edinho Engel do Amado muito atento e sensível às mudanças e tendências (e também ao marasmo) das produções de eventos gastronômicos, me convidou para agitar umas ações dentro do Nordeste Gourmet, que promovessem esta interlocução entre a gastronomia e dois segmentos que eu adoro: cultura e formação (através da inserção de estudantes de Gastronomia e suas universidades no evento).

Edinho me deu ousadia, mas não me deu dinheiro. Não porque ele seja mau e feio e insensível, ao contrário, mas o recurso era pífio, e além do mais o projeto já estava pronto quando eles desejaram inserir arte. Resumo da ópera: queremos artistas, mas não temos dinheiro para pagar. Como não? Artista também paga conta de luz, bla bla bla… no que ele garantiu que ia dar os pulos dele pra conseguir a grana (luv), e acabou rolando até passa-chapéu dele mesmo (luv) entre os permissionários do Mercado do Rio Vermelho (antiga Ceasinha onde aconteceram estas ações), entre outras providências, que acabaram por garantir cachês mínimos para os artistas convidados de todas as linguagens, além da Rádio Comunitária que eu encasquetei que seria lindo e faria um link bacanérrimo entre todas as ações do Nordeste Bahia Gourmet. Luv!

É difícil sensibilizar alguns produtores do segmento de eventos e entretenimento para o valor da Arte, mas sinto que tenho essa missão e adoro cumpri-la super de bom grado, porque uma vez realizado, fica inquestionável.

Tive muito orgulho desse trampo e espero ter a oportunidade de continuar fazendo esse link, desde que haja consciência da importância destes diálogos e recursos para isso, pelamor!!!!!!

Divido com vocês algumas fotos legendadas que contam um pouco da história desse Nordeste Bahia Gourmet, que homenageou o artista popular no primeiro dia, o artesão no segundo e a cultura negra no terceiro; e que para alguns foi um divisor de águas. Felicidade absurda até hoje quando encontro os permissionários pelos corredores do Mercado do Rio Vermelho, que sempre me perguntam: “E aí? Quando teremos outro evento daqueles”? =)

O cão de calçolão

21 de abril de 2015 § 48 Comentários

pfb

Tive muita resistência para entrar no Facebook, tanto que quando cheguei lá o que mais ouvi foi “finalmente”, como se até então eu vivesse em outro mundo. E vivia mesmo.

Tenho que admitir, foi um mal necessário, pois incontestavelmente o Facebook tornou-se uma ferramenta profissional da qual ninguém pode abrir mão, pelo menos em sã consciência. E era exatamente por isso que eu tanto o temia e usava expressões como “o cão de calçolão” para me referir a este discreto bicho papão, que entrou na vida de todo mundo em pele de cordeiro, e ganhou a confiança da humanidade a ponto de rendê-la e monitorá-la em todos os seus passos, criando vínculos fortes de dependência, para finalmente começar a ganhar o dinheiro que sempre esteve, obviamente, por trás de todo aquele encanto gentil de te conectar com o mundo, vender seu peixe, cuidar e facilitar a sua vida, tudo “free” de tão bonzinhos. Meu Deus, como os filmes de ficção foram legais (estes sim) desde sempre apontando para tudo isso! É como um deja vu.

Não entrei de gaiata, o que é pior, e muito conscientemente me vi sendo tragada por esse formato de comunicação digital muito mais rápido, muito mais frio, muito mais impessoal e padronizado. E, de repente, o tempo que eu levava no meu blog editando fotos e escrevendo sem compromisso com o tamanho do texto que as pessoas estão dispostas a ler, isso começou a parecer inadequado para o mundo real. É como se não houvesse mais tempo para isso, como se toda comunicação viável e válida tivesse formato imagético de Instagram ou rápido como se posta no Facebook no tempo do semáforo fechado com a foto do celular.

E tamanha foi a minha adesão quase forçada, porém consciente, que eu quase sumi do meu blog há mais de um ano. Perdi um domínio, sai do ar várias vezes e perdi muitos leitores (de blog, enquanto nas redes sociais eles só aumentam se eu quiser – e pagar). Isso é nítido através do número de comentários no blog versus o número de curtidas nas redes sociais. As palavras foram reduzidas a joinhas, e eu acho isso muito triste.

Sigo lembrando que o meu lugar é aqui.

Balafon (Moqueca aos dois leites e duas pimentas com arroz cremoso de coentro, camarão e croc de castanhas)

20 de abril de 2015 § 8 Comentários

balafon

Adoro inventar comida baiana contemporânea, com todo o respeito, lógico.

Não me lembro exatamente que peixe usei aqui, mas costumo usar vermelho, surubim, robalo ou na pescada, seja ela amarela ou branca.

Temperei 500g de postas frescas com sal e pimenta do reino moída na hora. Untei o fundo de uma caçarola com azeite de oliva e fui deitando rodelas alternadas de pimentões coloridos, cebola roxa, tomates, uma pimenta dedo-de-moça micropicadinha e umas 5 pimentas de cheiro daquelas compridas enrugadinhas que não ardem; dichavei gengibre (do tamanho da falange do dedo médio) e 2 dentes de alho e salpiquei sobre as camadas, e ainda raspei a casquinha de um limão bem superficialmente sem chegar na parte branca que amarga. Reguei com mais azeite, salpiquei um pouco de sal, e deixei refogar um pouco em fogo baixo.

Enquanto isso extraí o leite de castanhas, amêndoas e coco que eu tinha em casa. Como? Mesmo processo de feitio de leite de coco caseiro, que é bater a polpa do coco seco ou verde no liquidificador com água quente, e depois coar, uma medida que, lamento, só fiz de olho até hoje, mas o grande lance é colocar sempre menos água que polpa, assim você faz um leite mais grosso e pode afinar, o que do contrário, não rola.

Da mesma maneira fiz outro leite com sobras de castanha do Brasil e amêndoas que eu tinha em casa: coloquei ambas no liquidificador e somei um pouco de água quente, obtendo uma textura cremosinha.

Daí voltei lá na panela, fui encaixando as postas no molho de temperos, cobri com um pouco de cada leite (coco e castanha-amêndoas), semi tampei a panela e deixei cozinhar em fogo baixo até que o peixe estivesse cozido, porém tenro. Isso leva pouco tempo, considerando que a base já estava fervida; coisa de… 12 minutos? Hora de entrar o dendê, no finalzinho. Uma linha apenas, pra poder de chamar de moqueca, mas ele não rouba a cena aqui, absolutamente, só bronzeia. Some o azeite de dendê no último minuto de cozimento, dê um jeito de misturar homogeneamente com o molho, some um punhado ENORME de coentro picado (lamento, na qualidade de moqueca, ainda que contemporânea a hortaliça é coentro, amiguinhos), abafe com o fogo já desligado, e foi!

O arroz eu fiz assim: um chá forte de coentro para cozinhar o arroz. Depois de feito o chá, bati no liquidificador pra ficar verdão mesmo, coei e reservei o bagaço. Refoguei alho picado no azeite de oliva, somei o arroz, refoguei e adicionei o chá de coentro fervente aos poucos até cozinhar um arroz al dente.

Enquanto isso, salteei coisa de 200g de filé de camarão temperado apenas com sal em manteiga, flambei com conhaque, deixei evaporar o álcool, somei meia caixa de creme de leite e o bagaço do coentro, para depois incorporar esse creme ao arroz al dente, mexendo sem empapar.

Ainda sobre o arroz, triturei algumas castanhas envolvidas num pano com o meu pilão de madeira para fazer o topinho do arroz, colocando essa farofinha no fundo do potinho onde prensei o arroz para depois desenformá-lo no prato, saco?

Já esse pozinho vermelho foi uma firula de páprica picante.

Tudo isso porque ouvi Balafon de Gil pela manhã, e meio que hipnotizada pelo grito de guerra “EU QUERO É MOQUECA” no final da canção, parti para o mercado do peixe, decidida a comprar postas lindas para uma nova receita com o que eu tivesse em casa.

E deu nisso aí que eu chamaria de minha moqueca modernosa mais bafônica de todos os tempos.

Rosbife

24 de fevereiro de 2015 § 6 Comentários

rosbife

Eu entendo a palavra rosbife como um abrasileiramento de roast beef – do inglês, carne assada. Só pode, né?

Eu amo. Especialmente nesta versão fria da foto, finamente fatiado (vale a pena ter uma faca elétrica só para isso), intercalado com uma espécie de molho à campanha, só que refogado. Eu tenho pra mim que esse formato é invenção de brasileiro, vinda das mesas de bufê de festas de família para comer no pão.

É simples que só fazer rosbife. Eu tomo uma peça de lagarto, polvilho uma superfície com sal e pimenta do reino, ambos moídos na hora, e enrolo a peça sobre essa superfície, de modo que fique totalmente coberta com os grãos. Depois deito sobre a peça algumas folhas de ervas frescas como alecrim, sálvia, tomilho (uma só, algumas delas ou todas, com parcimônia, porém); depois cubro as ervas com fatias de bacon, amarro tudo com um barbante e deito numa assadeira untada com óleo, apenas um pouco maior do que o tamanho da peça, e levo a assar em forno médio pré-aquecido, por só Deus sabe quanto tempo; quem me diz é o nariz, a hora de virar e a hora de desligar.


(clique para ampliar)

Só isso e a carne já fica incrível, mas eu gosto de ir regando com um pouco de vinho branco e suco de laranja antes de colocar no forno e enquanto assa.

O ideal é que ele fique tostado por fora e tenro por dentro. Pelo amor do Divino, não vai esturricar o bicho, hein?

Pronto. Assou, solte as amarras, dispense as folhas secas e o bacon, e pode fatiar.

O molhinho você faz refogando pimentões coloridos e cebola roxa cortados em cubinhos mínimos (brunoise) num pouco de azeite de oliva em fogo baixo, depois soma um punhadinho de passas brancas, azeitonas pretas picadinhas, pinga um tantinho de molho inglês, uma pitada de sal e um punhado de salsinha fresca picada, já com o fogo apagado. Por fim, some azeite de oliva excelente ao molho, o suficiente para garantir as camadas alternadas entre as suas finíssimas fatias de rosbife.

Se quiser fazer Beirute com o seu rosbife (sem o molho), descole um pão árabe tombo, que fica fácil, porque o recheio original é simples: alface, tomate, queijo prato (umas 3 fatias), rosbife (umas 6 fatias), maionese e orégano, intercalados como você quiser. Esquente ou não na chapa, e foi.

Mas ó, esse rosbife frio com esse molhinho aqui, só precisa de um cacetinho decente pra fazer uma alma feliz.

Crumble Tropical

22 de fevereiro de 2015 § 8 Comentários

tropical crumble

Idéia gênio de inglês. Frutas picadas cobertas com uma farofinha crocante e gratinada no forno, que como se não bastasse, eu ainda sirvo com sorvete de creme.

Este eu fiz com frutas tropicais para meus clientes ingleses, olha a responsabilidade! Mas não tem erro.

De tropicais, tropicais, tropicais, usei banana, manga e abacaxi, mas somei também umas uvas, kiwi e uma ponta de morangos que eu tinha na cozinha. Mas ó, você pode fazer crumble do que quiser, uma fruta só, vermelhas, amarelas, azuis, silvestres, enfim, resolva aí.

Cortei em cubos, que não podem ser muito pequenos senão desaparecem e queremos comer fruta, não? Então, deitei os cubos num refratário untado de manteiga e cobri com a farofinha que adotei da Rita Lobo que é assim: 1 1/2 xíxara de aveia em flocos + 1 colher de sopa de farinha de trigo (eu uso integral, mas é de boa a branca, up to you) + 2 colheres de açúcar mascavo + 1 colher de uvas passas (eu gosto das brancas, que podem ser bêbadas, colocadas de molho por alguns minutos antes num moscatel ou algo parecido), 2 colheres de sopa de nozes picadas (mas aqui eu piro, pode ser licuri, macadâmia, amendoim, amêndoas, pistache, ou tudo ao mesmo tempo) + 100g de manteiga derretida. Tudo misturadinho com as pontas dos dedos, pra ficar uma farofinha oleosa.

Pronto, gente. É espalhar a farofa sobre as frutas, pressionar um pouquinho, cobrir com laminado e levar ao forno médio pré-aquecido por uns 10 minutos, tirar o papel e deixar dourar um bocadinho até a crosta ficar crocante.

Eu monto assim: um quadradinho de crumble morno ainda com uma bola de sorvete de creme em cima, polvilho canela e ajeito uma coroa de hortelã na coisa toda.

Eu viveria disso.

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